PUBLICIDADE

Papa Francisco autoriza novo ciclo de estudos para reformas na Igreja Católica

Vaticano confirma extensão do Sínodo dos Bispos por mais três anos
Foto: Nuno Veiga/ Pool/ Agência Lusa

O papa Francisco autorizou um novo ciclo de três anos para estudos e debates sobre possíveis reformas na Igreja Católica, informou o Vaticano neste sábado (15). A decisão reforça a continuidade do pontífice à frente da instituição, afastando especulações sobre uma possível renúncia devido ao seu estado de saúde.

A decisão foi tomada um mês após o líder religioso ter sido internado no hospital Agostino Gemelli, em Roma, devido a uma infecção respiratória grave. Segundo os médicos, o papa apresenta evolução no quadro clínico e não corre risco iminente de morte, embora ainda não haja previsão de alta.

Continuidade do Sínodo dos Bispos

O Sínodo dos Bispos é um dos principais mecanismos de consulta do papa para a formulação de diretrizes e possíveis mudanças na estrutura e funcionamento da Igreja. Durante o pontificado de Francisco, o sínodo tem se concentrado em temas como a maior participação de mulheres na Igreja e a aproximação com grupos historicamente marginalizados, como divorciados em segundo casamento e a comunidade LGBTQIA+.

O cardeal Mario Grech, responsável pelo processo sinodal, destacou que a iniciativa é um “sinal de esperança” e reforça o compromisso do pontífice com a renovação da Igreja. “O Santo Padre está ajudando a conduzir a renovação da Igreja em direção a um novo impulso missionário”, afirmou Grech ao veículo de comunicação oficial do Vaticano.

Reformas debatidas no último sínodo

A última Assembleia Geral do sínodo, realizada em outubro, discutiu diversos temas, mas não apresentou mudanças profundas na doutrina católica. O documento final reconheceu a necessidade de maior participação feminina na Igreja, afirmando que “não há razões que impeçam as mulheres de assumirem papéis de liderança” e sugerindo a continuidade do debate sobre o diaconato feminino.

Atualmente, os diáconos são exclusivamente homens – inclusive casados – e desempenham funções como batismos, casamentos e funerais, mas não podem celebrar a eucaristia ou realizar confissões.

Outro tema polêmico, a inclusão da comunidade LGBTQIA+, foi brevemente mencionado no documento final do sínodo. O texto destacou relatos de fiéis que se sentem “excluídos ou julgados” pela Igreja devido à sua identidade ou orientação sexual. No entanto, nenhuma proposta concreta foi apresentada sobre o assunto.

Em seu discurso de encerramento do último sínodo, o papa Francisco afirmou que temas divisivos ainda precisam ser aprofundados pelos grupos de estudos. “É necessário tempo para chegar a escolhas que envolvam toda a Igreja”, declarou o pontífice.

A extensão do sínodo por mais três anos indica que o Vaticano continuará avançando nas discussões sobre a modernização da Igreja. Especialistas acreditam que o pontificado de Francisco buscará consolidar mudanças que promovam maior inclusão e participação dentro da estrutura católica.

Leia mais

PUBLICIDADE

Rolar para cima