
65,34% da população da Bahia integra classes A, B e C; diz estudo da FGV

O perfil socioeconômico da Bahia passou por uma transformação profunda nos últimos dois anos. Segundo um estudo recente da Fundação Getulio Vargas (FGV), divulgado nesta semana, a fatia da população baiana pertencente às classes A, B e C saltou de 50,58% em 2022 para 65,34% em 2024.
O avanço de 14,76 pontos percentuais coloca a maioria absoluta dos baianos nas faixas de renda média e alta. O estudo define as classes pela renda familiar mensal:
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- Classe A: Acima de 20 salários mínimos;
- Classe B: Entre 10 e 20 salários mínimos;
- Classe C: Entre 4 e 10 salários mínimos.
Motores da Ascensão Social
O crescimento não foi isolado. Em todo o Brasil, 17,4 milhões de pessoas deixaram as classes D e E para integrar o grupo ABC. Na Bahia, o fenômeno foi impulsionado pela combinação do aumento da renda gerada pelo trabalho e pela eficácia de políticas públicas integradas, como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
O ministro do Desenvolvimento Social, Wellington Dias, destacou que os dados comprovam que os programas sociais estão cumprindo seu papel de “porta de saída”.
“A gente vê pessoas que estavam no Cadastro Único, no Bolsa Família, e que agora estão na classe média. Isso mostra que o programa não é só transferência de renda. Ele abre portas para a educação, para o trabalho e para o empreendedorismo”, afirmou.
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Cenário Nacional
A Bahia acompanhou a tendência positiva do país, que atingiu o maior patamar de classe média de toda a série histórica iniciada em 1976. Atualmente, as classes A, B e C representam 78,18% da população brasileira, com a Classe C (a nova classe média) concentrando sozinha 60,97% dos brasileiros.



