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O Recôncavo Baiano ecoou com força na Marquês de Sapucaí na noite desta segunda-feira (16). A Beija-Flor de Nilópolis, atual campeã do Carnaval carioca, transformou o Sambódromo em um pedaço de Santo Amaro da Purificação ao apresentar o enredo “Bembé”, uma homenagem profunda ao Bembé do Mercado, o maior e mais antigo candomblé de rua do mundo, que celebra a liberdade e a resistência negra desde 1889.
O desfile foi o ápice de um intercâmbio cultural que começou em 2025, quando pesquisadores e ícones da escola, como o casal de mestre-sala e porta-bandeira Claudinho e Selminha Sorriso, mergulharam nos rituais e símbolos em solo santo-amarense. A conexão foi tão intensa que a Festa da Purificação deste ano homenageou a Beija-Flor, em um encontro memorável na casa de Maria Bethânia, unindo o afeto das tradições baianas à grandiosidade do espetáculo carioca.

A autenticidade da homenagem foi garantida pela participação direta de quem mantém a chama do Bembé acesa. Cerca de 40 representantes de terreiros de Santo Amaro integraram a delegação convidada, ocupando o último carro alegórico da escola. Entre os presentes, destacaram-se lideranças fundamentais como:

A comitiva desembarcou no Rio no último sábado (14) e levou para a avenida a energia do 13 de maio, data em que mais de 60 terreiros se reúnem em Santo Amaro para celebrar a fé que resistiu aos séculos de opressão, reafirmando que o candomblé é, acima de tudo, um ato de liberdade.
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Para Santo Amaro, o desfile representa uma vitrine nacional sem precedentes. Exaltar o Bembé do Mercado no Rio de Janeiro não é apenas uma escolha estética, mas um reconhecimento político da importância histórica da população negra do Recôncavo. O samba-enredo enfatizou a fé e a cultura que, iniciadas um ano após a assinatura da Lei Áurea, continuam a dar visibilidade às raízes africanas que moldaram a identidade brasileira.

