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Margareth Menezes autoriza reforma de R$ 28,5 milhões em Santo Amaro

Ministra Margareth Menezes assinou a ordem de serviço para restaurar a feira histórica, espaço que abriga o maior candomblé de rua do mundo, como parte do Novo PAC
Por:
17/01/2026
ministra Margareth Menezes em Santo Amaro da Purificação
Foto: Tarcisio Boquady/MinC
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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, assinou na manhã deste sábado (17), a ordem de serviço para o início das obras de requalificação da Feira do Bembé do Mercado, em Santo Amaro. A cerimônia, realizada no Salão Nobre da Prefeitura Municipal, oficializou o repasse de R$ 28,5 milhões via Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

O investimento, integrado ao Novo PAC, contempla a restauração e ampliação do edifício principal da feira e do Mercado de Carnes, fortalecendo a infraestrutura para o comércio e para as manifestações culturais de matriz africana no Recôncavo Baiano.

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Durante a solenidade, a ministra destacou que a intervenção representa uma mudança estrutural na vivência da cidade e uma valorização das memórias ancestrais dos terreiros santamarenses. Margareth Menezes ressaltou que a obra impulsionará a geração de empregos e colocará o município em evidência no cenário cultural nacional.

“O que está sendo assinado aqui hoje é uma mudança completa na vivência da cidade. Santo Amaro já deu tantos frutos para a nossa cultura porque essa cidade está em um lugar que tem história. Os terreiros são construídos por famílias que têm ali suas memórias e histórias e, a cada geração, vêm trabalhando para melhorar as suas vidas”, disse.

Na mesma agenda, a ministra foi homenageada com o título de cidadã santamarense, reconhecimento proposto pelo Legislativo municipal em virtude de sua atuação em prol da preservação do patrimônio histórico local.


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O superintendente do Iphan na Bahia, Hermano Guanais, pontuou que a obra é o fundamento material para a salvaguarda do Bembé do Mercado, registrado como Patrimônio Cultural do Brasil desde 2019. Considerado o maior candomblé de rua do mundo, o festejo ocorre desde 1889 no entorno do mercado, celebrando a abolição da escravidão com rituais religiosos, samba de roda e capoeira. Guanais frisou que a preservação do espaço físico é indissociável da manutenção do “axé” e das tradições imateriais que ocupam o local há mais de um século.

O prefeito Flaviano Bomfim e o representante da Associação Beneficente Bembé do Mercado, Pai Pote, celebraram a conquista após anos de articulação junto aos órgãos federais. Bomfim destacou a visibilidade que o Bembé ganhará em 2026, sendo tema do enredo da escola de samba carioca Beija-Flor de Nilópolis. Pai Pote, visivelmente emocionado, afirmou que a comunidade de terreiro e a população negra de Santo Amaro veem na obra a realização de um sonho de valorização e respeito.

“Temos que reconhecer como santamarenses o fundamental papel de Pai Pote no Bembé do Mercado. Se não fosse Pote, talvez essa obra não aconteceria, porque ele foi buscar o reconhecimento junto ao Iphan”, disse o prefeito.

As intervenções devem começar nos próximos dias, sob supervisão técnica do Iphan e da gestão municipal.

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