
Margareth Menezes entrega reconhecimento histórico a terreiro em Cachoeira
Principais Pontos do Post
- A ministra da Cultura, Margareth Menezes, cumpriu duas agendas de alto impacto em Cachoeira, Bahia.
- O Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê foi oficialmente reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil, integrando o Livro do Tombo e garantindo proteção estatal.
- A ministra destacou o reconhecimento do terreiro como uma medida de justiça e reparação histórica para comunidades de matriz africana.
- Foi assinada a ordem de serviço para a restauração emergencial da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, com investimento de R$ 775,9 mil.
- A intervenção na igreja visa estabilizar sua estrutura e preservar o patrimônio arquitetônico tombado desde 1971.
- Ambas as ações reforçam a política de reparação histórica e a preservação do patrimônio arquitetônico e religioso de Cachoeira.
- A ministra enfatizou que investir em cultura é investir em desenvolvimento, dignidade e na memória do povo brasileiro.

A ministra da Cultura, Margareth Menezes, cumpriu duas agendas de alto impacto simbólico e histórico em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, na tarde desta sexta-feira, 16 de janeiro. A programação marcou a entrega da placa de reconhecimento do Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê como Patrimônio Cultural do Brasil e a assinatura da ordem de serviço para a restauração emergencial da Igreja de Nossa Senhora dos Remédios. As ações reforçam a política de reparação histórica e a preservação do conjunto arquitetônico e religioso da “Cidade Heroica”.
A primeira solenidade ocorreu no Terreiro Ilê Axé Icimimó, fundado em 1916 e localizado na Terra Vermelha. Reconhecido por unanimidade pelo Iphan em 2024, o espaço agora integra o Livro do Tombo Histórico, Etnográfico e Paisagístico, o que garante a proteção estatal definitiva de seu território e de suas práticas ancestrais.
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Durante o ato, Margareth Menezes ressaltou que o reconhecimento é uma medida de justiça para as comunidades de matriz africana. Segundo a ministra, o Estado cumpre seu papel democrático ao garantir que todas as religiões sejam tratadas com a mesma dignidade e visibilidade.
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O evento também deu voz à resistência da comunidade religiosa local. Pai Duda de Candola, responsável pelo terreiro, relembrou o histórico de violência enfrentado pelo grupo e afirmou que o tombamento traz a paz necessária para a continuidade das tradições.
O superintendente do Iphan na Bahia, Hermano Guanais, reforçou que o título não é apenas honorífico, mas um compromisso de salvaguarda das dimensões materiais e imateriais do espaço. A prefeita Eliana Gonzaga acompanhou a agenda, destacando a importância do respeito inter-religioso e o valor do Icimimó para a identidade cultural de Cachoeira e do país.
Na segunda etapa da visita, a comitiva ministerial autorizou o início das obras na Igreja de Nossa Senhora dos Remédios, templo que sofria com o desgaste estrutural e a ação de cupins. O investimento de R$ 775,9 mil será destinado à estabilização do edifício, substituição do telhado e restauração de esquadrias. A intervenção é vista como fundamental para preservar o patrimônio arquitetônico tombado desde 1971.
Margareth Menezes encerrou a agenda afirmando que investir em cultura é investir em desenvolvimento e dignidade, preservando a memória viva da formação do povo brasileiro.
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