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O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, utilizou o cenário emblemático da saída do Olodum, no Pelourinho, nesta sexta-feira (13), para reafirmar o compromisso do Estado com o fortalecimento das agremiações de matriz africana. Em um discurso focado na preservação histórica e no impacto econômico, o titular da pasta defendeu que os blocos afro são a verdadeira escola de formação da identidade artística baiana, servindo como a base rítmica e conceitual para o surgimento de gêneros como a Axé Music.
Segundo o secretário, a influência dessas entidades é tão profunda que toda a produção musical e artística que se consolidou no Carnaval da Bahia nas últimas décadas carrega o DNA dos tambores e da estética afro-baiana. Monteiro argumentou que o bloco afro não é apenas um desfile, mas a formação musical que permitiu o nascimento de tantos outros ritmos que hoje possuem expressão mundial, tornando sua preservação um ato essencial para garantir que a raiz cultural da Bahia siga viva e conectada com a ancestralidade do seu povo.
“A nossa formação musical e artística, tudo que veio do ponto de vista do Carnaval na Bahia depois dos blocos afro, traz a sua influência, porque o bloco afro é a formação musical da axé music, por exemplo, e de tantos outros ritmos que vieram a tomar forma e expressão no Carnaval da Bahia”, afirmou.
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Para viabilizar a manutenção dessa força cultural, o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura, destinou este ano um investimento de R$ 17 milhões através do programa Ouro Negro. O recurso é direcionado especificamente para apoiar financeiramente as entidades negras no desfile carnavalesco, garantindo que a beleza e a história dessas agremiações ocupem lugares de destaque nos circuitos. Bruno Monteiro concluiu que o investimento é uma forma de assegurar que a força e a tradição dos blocos afro permaneçam presentes como protagonistas da folia, honrando a história baiana.