

A jornalista Wanda Chase foi homenageada nesta sexta-feira (4) com um emocionante cortejo das bandas Olodum e Didá durante seu velório no cemitério do Campo Santo, em Salvador. Wanda Chase é homenageada como símbolo de resistência e representatividade, marcando sua forte atuação no jornalismo e no movimento negro da Bahia.
A comunicadora faleceu na madrugada do dia 3 de abril, aos 74 anos, após passar por uma cirurgia de urgência no Hospital Teresa Lisieux, onde foi diagnosticada com aneurisma dissecante da aorta. A confirmação da morte foi feita por familiares nas redes sociais da própria jornalista.
“Sua partida deixa um vazio irreparável, mas seu legado de luta, perseverança e paixão pela justiça social continuará a inspirar gerações”, dizia a nota oficial da família.
>>> Siga nosso perfil no Instagram. Clique aqui!
A despedida contou com a presença de amigos, familiares e nomes da cultura e política local, como o músico Carlinhos Brown e o empresário Clarindo Silva. A homenagem com as bandas percussivas simbolizou a forte conexão da jornalista com a cultura afro-baiana.
Wanda estava prestes a receber o título de Cidadã Baiana, honraria que havia sido adiada em março devido ao agravamento de sua saúde.
Nascida no Amazonas, Wanda Chase foi pioneira entre as mulheres negras na mídia nacional. Atuou em veículos como Jornal A Crítica, Rede Manchete, TV Cabo Branco, Rede Globo Nordeste e TV Bahia, onde trabalhou por 27 anos.
Seu trabalho sempre esteve vinculado à luta por visibilidade das pautas raciais. Mesmo aposentada, continuava ativa como colaboradora do Portal iBahia e escrevia um livro sobre a Axé Music, gênero que ajudou a divulgar.
Além do trabalho jornalístico, Wanda era uma das vozes mais importantes do ativismo negro na Bahia. Com discurso firme e sensível, lutava contra o racismo estrutural e promovia debates sobre igualdade racial.
Wanda Chase é homenageada não apenas com palavras, mas com tambores, música e emoção. Seu legado como comunicadora, militante e referência para a representatividade negra na mídia seguirá vivo na memória do povo baiano e na história do jornalismo brasileiro.