O mercado de trabalho brasileiro encerrou o ano de 2025 com resultados históricos que consolidam um ciclo de recuperação econômica. Segundo dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE na manhã desta sexta-feira (30), a taxa de desocupação recuou para 5,1% no trimestre encerrado em dezembro, o nível mais baixo já registrado desde o início da série histórica, em 2012.
O desempenho positivo do último trimestre impulsionou a média anual de 2025, que fechou em 5,6%, uma queda significativa em relação aos 6,6% apurados em 2024. Para efeito de comparação, o índice de desemprego no país chegou ao ápice de 14% em 2021, sob os efeitos da pandemia de Covid-19.
Recorde de Ocupação e Carteira Assinada
Os números do IBGE detalham um mercado em plena expansão:
- População Ocupada: O país atingiu o recorde de 103 milhões de pessoas trabalhando, frente aos 101,3 milhões do ano anterior.
- Formalização: O número de empregados no setor privado com carteira assinada cresceu 2,8%, totalizando 38,9 milhões de trabalhadores, o maior patamar já visto.
- Rendimento: Além de mais vagas, o trabalhador brasileiro viu seu poder de compra aumentar. O rendimento médio real subiu para R$ 3.560, uma alta de 5,7% (ou R$ 192) em comparação a 2024.
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Subutilização em Queda
Outro indicador de qualidade que apresentou melhora foi a taxa de subutilização (que inclui desocupados, subocupados por insuficiência de horas e força de trabalho potencial). O contingente caiu 10,8%, passando de 18,7 milhões para 16,6 milhões de pessoas em 2025. Embora seja um avanço notável frente aos 32,1 milhões registrados em 2021, o índice ainda permanece ligeiramente acima do mínimo histórico alcançado em 2014 (16,3 milhões).


