A economia do Brasil voltou a registrar avanço em agosto, crescendo 0,5% na comparação com julho, segundo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas. O indicador interrompe uma sequência de dois meses seguidos de retração e posiciona o acumulado em 12 meses com alta de 1,8%.
O levantamento serve como uma prévia do Produto Interno Bruto oficial e consolida informações sobre os setores produtivos do país. Os principais vetores de alta no período foram a indústria extrativa e a prestação de serviços, conforme apontam os especialistas responsáveis pelo estudo.
Pelo lado da demanda, o desempenho positivo contou com o reforço das exportações e dos gastos governamentais, compensando uma desoneração no ritmo de compras das famílias. Especialistas destacam que a resiliência ocorre mesmo diante de um cenário de juros elevados e inflação persistente.
Projeções e indicadores do mercado financeiro
Outros termômetros institucionais também confirmam a trajetória de recuperação da atividade. O Banco Central reportou avanço no índice de atividade econômica, enquanto relatórios macrofiscais mantêm estimativas de crescimento para o fechamento anual dentro da faixa de 2%.
Organismos internacionais revisaram recentemente as expectativas para a conjuntura brasileira, projetando expansão ainda maior e apontando o retorno do país ao grupo das dez maiores potências econômicas globais nos próximos anos.
Cronograma do indicador oficial
Enquanto as prévias mensais norteiam o planejamento de analistas, a medição oficial do Produto Interno Bruto permanece sob responsabilidade do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. A publicação seguinte cobrirá o trimestre encerrado e tem divulgação programada para o início de dezembro.


