O 4º Ciclo da Oferta Permanente de Partilha de Produção, realizado nesta quarta-feira (7), resultou na contratação de sete dos 13 blocos de petróleo e gás oferecidos no pré-sal. O evento, conduzido pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) no Rio de Janeiro, movimentou R$ 530 milhões em bônus de assinatura para os cofres públicos.
Embora o montante arrecadado seja expressivo, o valor ficou abaixo da expectativa total de R$ 1,24 bilhão, caso todos os lotes tivessem sido negociados. Ainda assim, o certame marcou um recorde de adesão para o modelo de partilha, superando o desempenho da edição anterior, realizada em 2025, que contou com cinco áreas arrematadas.
Com o resultado, a área exploratória sob regime de partilha no Brasil cresce 58%, atingindo 39,2 mil km². As empresas vencedoras, entre elas a Petrobras, Prio, Equinor, Galp, CNOOC e Sinopec, assumiram o compromisso de realizar investimentos mínimos de R$ 778,4 milhões nas bacias de Santos e Campos.
Dinâmica das ofertas e modelo de partilha
O leilão seguiu o regime de partilha, no qual vence a empresa que oferece à União a maior fatia do óleo excedente, ou seja, o lucro após a dedução dos custos operacionais. Embora não tenha havido disputa direta entre competidores em nenhum dos blocos, todos foram arrematados com ágio, variando de 8% a 495%.
O diretor-geral da ANP, Artur Watt Neto, reforçou que o pré-sal permanece como uma fronteira exploratória de relevância global. A expectativa é que o desenvolvimento dessas áreas contribua para a segurança energética nacional, embora o processo tenha enfrentado resistência de grupos ambientais que questionam o impacto das atividades em áreas sensíveis.
Contexto e próximos passos
Os blocos que não receberam lances, como Turmalina e Larimar, retornarão para futuras rodadas de licitação. As empresas vencedoras devem agora seguir o cronograma de formalização, com a assinatura dos contratos prevista para 26 de fevereiro de 2027. Mais informações sobre o setor podem ser consultadas no portal da ANP.
Além do leilão de partilha, a agenda da ANP incluiu, no mesmo dia, o 6º Ciclo da Oferta Permanente de Concessão, focado em áreas fora do pré-sal, incluindo exploração terrestre e marítima. Esse modelo difere da partilha por priorizar o maior bônus de assinatura como critério de vitória, sem a necessidade de dividir a produção de barris com o Estado.





