O setor de minerais críticos e estratégicos registrou 129.423 postos de trabalho formais no Brasil durante o ano de 2025. O montante representa pouco mais da metade de todas as vagas geradas pela indústria extrativa mineral no território nacional ao longo do período.
Os dados inéditos foram reunidos pela Agência Nacional de Mineração por meio de uma nova plataforma digital voltada à transparência do setor. Quando comparado ao panorama anterior de 2023, o mercado de trabalho da área apresentou um crescimento expressivo de 8,6%.
Perfil demográfico e escolaridade
O levantamento detalha que a presença masculina predomina nas atividades ligadas aos minerais críticos e estratégicos, somando mais de 100 mil funcionários. As mulheres representam 22% do contingente total de trabalhadores da cadeia produtiva.
Em termos de formação acadêmica, profissionais com diploma de ensino superior ocupam cerca de 14% das funções disponíveis. Já os postos voltados à mão de obra qualificada respondem por quase um quarto do total registrado no país.
Distribuição geográfica e estados líderes
A concentração de vagas está fortemente distribuída em três unidades da federação. Minas Gerais lidera o ranking nacional de empregos no setor, seguida de perto pelo Pará e pelo estado da Bahia.
No recorte municipal, cidades tradicionais na extração como Parauapebas, Nova Lima e Congonhas aparecem no topo da lista com milhares de trabalhadores dedicados à exploração de substâncias vitais para a economia.
Remuneração e desempenho econômico
Os salários médios variam conforme o nível de instrução exigido pelas funções. Enquanto trabalhadores com ensino fundamental recebem valores menores, a média salarial para quem possui curso superior atinge patamares mais elevados.
A ferramenta digital também compila dados sobre a produção nacional de minerais críticos. No ano passado, o país contou com mais de mil áreas ativas de extração, gerando receitas expressivas para a economia brasileira.



