

A Páscoa 2025 chega com desafios expressivos para o varejo brasileiro. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), as vendas para a data devem somar R$ 3,36 bilhões, o que representa uma queda de 1,4% no volume de vendas em comparação com o mesmo período do ano passado, já descontada a inflação. A retração interrompe uma série de crescimento contínuo desde 2021.
O principal vilão é o chocolate, com aumento médio de 18,9%, o maior reajuste em 13 anos. A alta se deve principalmente à valorização do cacau no mercado internacional, impulsionada por problemas nas safras de países produtores como Gana, e pela desvalorização do real, que passou de R$ 5 para R$ 5,80 frente ao dólar.
“O momento atual da economia brasileira é marcado por pressões inflacionárias vindas do mercado internacional e pela volatilidade cambial. O varejo sente os efeitos de um cenário macroeconômico incerto, o que resulta na desaceleração do consumo em datas importantes como a Páscoa. Isso força o setor a rever suas estratégias e planos em curto, médio e longo prazo”, afirmou o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros.
Segundo levantamento da FecomercioSP com base em dados do IBGE, os preços dos produtos mais procurados na semana da Páscoa tiveram, em média, queda de 0,43% em comparação com 2024. No entanto, isso contrasta com a alta de 20,2% registrada no ano anterior (Páscoa de 2024 vs 2023).
“O aumento dos chocolates acontece, dentre outros fatores, por causa da quebra na safra dos grandes players do produto no mercado internacional, como é o caso de Gana, na África. Por isso, o item disparou em nível mundial”, informou a FecomercioSP.
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Dados da Secretaria de Comércio Exterior revelam que:
Apesar da retração nacional, São Paulo continua na liderança das vendas:
Os Estados com maior queda percentual nas vendas:
Segundo a CNC, o conjunto de oito itens mais tradicionais da Páscoa deve registrar inflação média de 7,4%.