O Tribunal de Contas da União aprovou as contas do Banco Central referentes ao exercício de 2025 e concedeu quitação plena aos gestores da instituição. A deliberação ocorreu na Segunda Câmara da Corte, sob a relatoria do ministro Jorge Oliveira, após o processo ser desvinculado de investigações paralelas.
A medida garante a regularidade da gestão do órgão no período analisado, incluindo a atuação do presidente Gabriel Galípolo e de outros oito responsáveis. No entanto, a autarquia ainda responde a procedimentos específicos em relação a episódios anteriores.
Retomada do julgamento na Corte
O exame da prestação de contas havia sido temporariamente interrompido após questionamentos do Ministério Público junto ao tribunal. A preocupação inicial era de que desdobramentos sobre a liquidação da corretora pudessem influenciar a avaliação da diretoria.
Com a retomada conduzida pelo relator, o colegiado entendeu que a análise anual deveria seguir com base exclusiva nos documentos e nas normas aplicáveis ao exercício financeiro, sem misturar os escopos das apurações.
Investigações em paralelo
Apesar da aprovação das contas do Banco Central, a conduta da instituição financeira na liquidação extrajudicial continua sob escrutínio da Corte. Esse tópico específico tramita em um processo separado, sob a responsabilidade de outro ministro.
Dessa forma, a quitação concedida aos dirigentes vale apenas para os atos gerais de administração fiscalizados no processo de contas, mantendo abertas as apurações sobre a fiscalização específica do caso investigado.



