A comunidade digital recebeu com pesar a notícia do falecimento de Fernanda Fialho, criadora do influente perfil “Para Que Tabu”. Aos 29 anos, a comunicadora era uma voz ativa na desmistificação do autismo e no compartilhamento da maternidade atípica.
A confirmação do óbito ocorreu nesta sexta-feira (2), por meio de uma publicação oficial em suas redes sociais. Fernanda, que nasceu em novembro de 1996, faleceu no dia 1º de outubro. Até o momento, a causa da morte não foi divulgada pela família ou assessoria.
Com mais de 160 mil seguidores, a trajetória de Fernanda Fialho foi marcada pela coragem de expor sua rotina como autista de nível 2 de suporte. Ela utilizava a plataforma para educar o público e oferecer acolhimento a outras famílias que vivenciam realidades semelhantes.
Além de sua própria jornada neurodivergente, Fernanda era mãe de Ana Laura, de 5 anos, que também possui diagnóstico de autismo. Essa dupla perspectiva — de autista e mãe de autista — conferia ao seu conteúdo uma profundidade e autenticidade que ressoavam com milhares de pessoas.
Trajetória e impacto do perfil Para Que Tabu
O projeto digital de Fernanda teve início em 2018. Inicialmente, o espaço servia como um diário pessoal para registrar consultas e tratamentos. Com o tempo, a página evoluiu para um canal de suporte e informação, acompanhando o crescimento de sua filha e seu próprio diagnóstico tardio.
Em suas postagens, ela frequentemente abordava temas complexos, como:
- Desafios da vida adulta para pessoas neurodivergentes;
- A importância de redes de apoio especializadas;
- O combate ao preconceito contra o espectro autista;
- Relatos honestos sobre a rotina de terapias e tratamentos.
Reflexões sobre autonomia e suporte na vida adulta
Em uma de suas últimas interações com o público, Fernanda Fialho trouxe uma reflexão sensível sobre a necessidade de supervisão constante. Ela destacou que, embora o suporte fosse vital para sua segurança, a sensação de vigilância permanente trazia um peso emocional significativo.
A partida precoce da influenciadora deixa um vazio no ativismo pela neurodiversidade no Brasil. Amigos, seguidores e instituições ligadas à causa manifestaram luto, destacando que seu legado de amor e informação continuará inspirando a luta por uma sociedade mais inclusiva.





