Aos 45 anos, a atriz Mariana Ximenes vive uma nova fase em sua trajetória artística ao assumir a direção de um documentário. Conhecida por papéis de destaque na televisão, a artista passa a trabalhar atrás das câmeras para comandar um projeto focado na preservação da memória e do resgate histórico do cinema nacional.
Essa expansão criativa reflete o momento de maturidade profissional da atriz. Em paralelo aos compromissos com novelas e produções fictícias, ela dedica tempo ao formato documental para aprofundar narrativas reais e valorizar a cultura brasileira.
O projeto audiovisual conta com codirection de Carla Nobre. A produção investiga a vida e a obra de Eliane Lage, uma das principais atrizes da cinematografia nacional da década de 1950 e protagonista de longas icônicos da Companhia Cinematográfica Vera Cruz.
Resgate da pioneira Eliane Lage
O documentário codirigido por Mariana Ximenes joga luz sobre produções pioneiras como os longas Caiçara, de 1950, e Sinhá Moça, de 1953. A obra analisa a coragem de uma intérprete que desafiou convenções sociais de sua época para marcar a história da dramaturgia brasileira na Folha de S.Paulo.
A narrativa explora o período áureo da Companhia Cinematográfica Vera Cruz, estúdio baseado em São Paulo responsável por impulsionar a profissionalização do cinema moderno no país. Além disso, o filme aborda a fase em que Eliane Lage optou por se afastar da vida pública para viver de forma reclusa no interior de Goiás.
Inspiração e longevidade na arte
A incursão pela direção ocorre sem que a artista abandone os palcos e a televisão. Em declarações recentes, a profissional apontou suas grandes aspirações na carreira artística ao afirmar: “Quero ser como Fernanda Montenegro”.
A admiração pela veterana de 97 anos reforça o desejo de manter uma trajetória longa, ativa e versátil. O documentário biográfico sobre Eliane Lage continua em fase de desenvolvimento e pesquisa, ainda sem data oficial de estreia definida para os cinemas ou plataformas de streaming.



