

A música brasileira viveu uma noite de consagração absoluta neste domingo (1º). Os irmãos santo-amarenses Caetano Veloso e Maria Bethânia foram os grandes vencedores do Grammy 2026 na categoria Melhor Álbum de Música Global pelo disco “Caetano e Bethânia Ao Vivo”. A vitória coloca o Recôncavo Baiano definitivamente no mapa da premiação mais importante da indústria fonográfica mundial.
Embora não estivessem presentes na cerimônia em Los Angeles, os artistas foram representados pela apresentadora Dee Dee Bridgewater, que aceitou o gramofone dourado em nome dos brasileiros. O álbum superou gigantes da música internacional, como o nigeriano Burna Boy e o senegalês Youssou N’Dour.
A conquista possui um simbolismo profundo para Maria Bethânia. Prestes a completar 80 anos em junho de 2026, a “Abelha Rainha” conquista seu primeiro Grammy, tornando-se a primeira intérprete pura de MPB a vencer o prêmio. O feito a coloca em um patamar diferenciado em relação a outras lendas como Elis Regina e Gal Costa, que, apesar da genialidade, nunca foram indicadas à premiação americana.
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Para Caetano Veloso, este é o terceiro Grammy de sua carreira. O artista já havia vencido em 2000 com o álbum “Livro” e em 2001 pela produção do disco “João Voz e Violão”, de João Gilberto. Com este novo triunfo, Caetano se junta a nomes como Gilberto Gil e Milton Nascimento, que também já foram laureados na mesma categoria.
O prêmio coroa a turnê histórica que reuniu os irmãos nos palcos em 2024 e 2025, provando que a sonoridade que nasceu nas margens do Rio Subaé possui um apelo universal e atemporal. A vitória é celebrada não apenas como um reconhecimento técnico, mas como um tributo à longevidade e à relevância da cultura baiana no cenário global.