A inesquecível Rita Lee (1947-2023) escolheu trocar o agito dos palcos e a intensa rotina do meio artístico por uma vida pacata e reservada. A artista passou seus últimos anos em um refúgio natural localizado no interior de São Paulo.
Ao lado do marido, o músico Roberto de Carvalho, a estrela construiu um cotidiano voltado para o cuidado com animais e o contato direto com a natureza, longe dos holofotes que acompanharam sua trajetória de sucesso.
A decisão de se afastar dos palcos
Em uma entrevista concedida ao programa Fantástico, da Globo, em 2020, a cantora explicou os motivos de sua escolha por uma rotina mais sossegada. Segundo a artista, o envelhecimento trouxe o desejo de vivenciar essa fase longe da exposição pública.
“De repente, me vi envelhecendo. E o envelhecer para mim foi uma surpresa, porque eu nunca fui velha na vida. Fiquei com vontade de viver minha velhice afastada dos palcos. Não dividindo isso com o público”, declarou na época.
A propriedade cercada por verde e plantas tornou-se o cenário perfeito para a cantora redescobrir o prazer das pequenas coisas. A rotina doméstica ganhou ainda mais força durante a pandemia de Covid-19, período em que a famosa relatou ao programa Saia Justa, do GNT, estar encantada com os afazeres do lar.
Superação e momentos finais
Foi justamente nesse refúgio verde que a cantora enfrentou momentos delicados de saúde. Em 2021, a famosa recebeu o diagnóstico de câncer no pulmão e, no ano seguinte, compartilhou com os admiradores a notícia de que havia superado a doença após o tratamento médico.
No início de 2023, a artista chegou a ser internada em um hospital na capital paulista para exames e monitoramento, recebendo alta posteriormente. No entanto, a musicista faleceu aos 75 anos em maio daquele mesmo ano, em sua residência.
A família divulgou um comunicado oficial na ocasião confirmando a despedida: “Comunicamos o falecimento de Rita Lee, em sua residência, em São Paulo, capital, no final da noite de ontem, cercada de todo o amor de sua família, como sempre desejou”.



