A seleção brasileira vive um momento decisivo. A derrota por 4 a 1 para a Argentina, em Buenos Aires, representou a pior goleada sofrida pelo Brasil na história das Eliminatórias. O resultado intensificou a pressão sobre o técnico Dorival Júnior e sua comissão, tornando insustentável a situação do treinador à frente da equipe.
Apesar do respaldo da presidência da CBF após a vitória contra a Colômbia, a apática atuação diante da Argentina abalou a confiança da diretoria. O próprio Dorival Júnior reconheceu, em entrevista coletiva, que a pressão cresceu de maneira significativa e que seu futuro na seleção será debatido internamente nas próximas horas.
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Reunião decisiva na sexta-feira
O presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues, acompanhou a partida no Monumental de Nuñez e demonstrou grande insatisfação. Ele deixou os camarotes antes do apito final e evitou conceder entrevistas, limitando-se a afirmar que se pronunciaria nesta sexta-feira. A data foi escolhida para uma reunião com o coordenador de seleções, Rodrigo Caetano, e o próprio Dorival Júnior.
Nos bastidores, a discussão gira em torno da continuidade do treinador ou da necessidade de uma mudança imediata para reverter o desempenho da equipe nas Eliminatórias.
Ancelotti e Filipe Luís estão no radar da CBF
A diretoria da CBF já monitora possíveis substitutos para Dorival. O principal nome na mira é Carlo Ancelotti, atual técnico do Real Madrid. O italiano é um sonho antigo da entidade, mas sua contratação esbarra em seu contrato vigente com o clube espanhol. Caso a negociação avance, Ancelotti só estaria disponível após o Super Mundial de Clubes, que termina em 13 de julho, o que deixaria a seleção sem técnico durante a Data FIFA de junho.
Outro nome especulado é o de Filipe Luís. Entretanto, segundo fontes internas do Flamengo, um possível convite para o ex-lateral não é visto como ideal no momento, considerando seu plano de carreira e a falta de experiência como treinador principal.
Cenário indefinido e decisão iminente
O futuro de Dorival Júnior na seleção será decidido na sexta-feira, quando a CBF avaliará os próximos passos para a equipe. Enquanto isso, a pressão da torcida e da opinião pública aumenta, cobrando mudanças para que o Brasil retome sua competitividade nas Eliminatórias.