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Operação Martelo combate tráfico e lavagem de dinheiro no Recôncavo

Com mais de 120 policiais nas ruas, investigação de um ano foca em tráfico de drogas, homicídios e lavagem de dinheiro; mandados são cumpridos simultaneamente na Bahia e em outros quatro estados
Por:
10/02/2026
operação polícia civil
Foto: Marcela Correia/ Ascom PCBA
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As forças de segurança da Bahia deflagraram, nas primeiras horas desta terça-feira (10), a Operação Martelo. A ofensiva tem como alvo central uma organização criminosa de alta periculosidade com forte atuação no Recôncavo Baiano e ramificações estruturadas em outros quatro estados brasileiros. O foco é desarticular a cadeia de comando responsável por tráfico de drogas, execuções e a movimentação financeira ilícita do grupo.

A operação é fruto de um trabalho de inteligência que durou cerca de um ano. Durante as investigações, os agentes conseguiram mapear a divisão de tarefas da facção, identificando núcleos específicos para a prática de crimes violentos e outros dedicados exclusivamente à lavagem de dinheiro e ocultação de bens.

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A ação conta com um aparato de cerca de 120 policiais civis, mobilizando unidades especializadas para garantir o cumprimento dos mandados judiciais de prisão e de busca e apreensão.

  • Mobilização na Bahia: Equipes da 4ª Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/SAJ), da Diretoria Regional de Polícia do Interior (Dirpin/Leste) e da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) atuam em cidades estratégicas do Recôncavo.
  • Combate à Lavagem de Dinheiro: O Draco-LD (Departamento de Repressão e Combate à Corrupção e ao Crime Organizado) lidera as análises financeiras para bloquear contas e apreender ativos do grupo.
  • Desdobramento Interestadual: Simultaneamente, diligências ocorrem em outros quatro estados, visando capturar lideranças que coordenavam o crime à distância.

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O Recôncavo Baiano tem sido área de atenção prioritária devido à disputa territorial entre facções. A Operação Martelo busca não apenas prender os executores, mas asfixiar o poder financeiro dessas organizações, retirando de circulação armas, drogas e bens adquiridos com o lucro do crime organizado.

Até o momento, a Polícia Civil ainda não divulgou o balanço parcial de presos e materiais apreendidos, o que deve ocorrer ao longo do dia conforme as equipes retornarem das bases operacionais.

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