Uma operação interestadual coordenada pela Polícia Civil resultou na prisão de um homem de 31 anos, suspeito de integrar uma organização criminosa voltada ao estelionato digital e à lavagem de capitais. O indivíduo foi detido nesta terça-feira (5) na rodoviária de Jaguaquara, na Bahia, após desembarcar de um veículo vindo de Valença. A ação é um desdobramento de uma investigação complexa que apura fraudes eletrônicas massivas contra cidadãos mineiros.
O suspeito, segundo as autoridades, desempenhava uma função estratégica dentro do grupo criminoso. Ele seria um dos responsáveis pela gestão do sistema de pagamentos utilizado para captar recursos de vítimas que acreditavam estar acessando portais oficiais de órgãos públicos. A prisão preventiva foi cumprida pela Delegacia Territorial de Jaguaquara, em uma ação que reforça a cooperação entre as forças de segurança estaduais.
A estrutura da operação Espelho Turvo
A captura do investigado integra a operação denominada Espelho Turvo, deflagrada originalmente pela Polícia Civil de Minas Gerais em 29 de abril deste ano. A investigação é conduzida pela 3ª Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (DRACO), unidade que compõe o Departamento de Operações Especiais (DEOESP) da PCMG. O alcance da organização criminosa motivou diligências em diversos estados, incluindo Maranhão, Tocantins, Sergipe, Bahia e Santa Catarina.
Modus operandi e o uso de sites falsos
O esquema criminoso baseava-se na sofisticação tecnológica para enganar os usuários. Os criminosos criavam websites fraudulentos que imitavam com precisão os portais oficiais do Departamento Estadual de Trânsito (DETRAN/MG) e da Secretaria de Estado da Fazenda. O objetivo era induzir as vítimas ao erro, fazendo com que realizassem pagamentos de taxas que, na verdade, eram desviados diretamente para contas controladas pela organização.
Impacto financeiro e alcance das fraudes
Os números da investigação revelam a dimensão do prejuízo causado pelo grupo. Estima-se que, desde janeiro de 2024, cerca de 1.200 pessoas tenham sido lesadas pelo esquema. A vantagem ilícita obtida pelos criminosos supera a marca de R$ 20 milhões. O delegado Chardison Castro, responsável pela operação na Bahia, destacou a importância da prisão para desarticular a logística financeira do grupo. Para mais informações sobre o combate a crimes cibernéticos, consulte o portal oficial da Polícia Civil de Minas Gerais.





