A Polícia Civil da Bahia realizou, nesta quinta-feira (3), a Operação Farmácia Legal, que resultou na interdição de seis farmácias e na apreensão de 8.894 unidades de medicamentos controlados em Feira de Santana. A ação teve como objetivo combater a venda irregular de remédios sem receita, além da comercialização de produtos vencidos.
Durante a fiscalização, foram encontrados grandes estoques de clonazepam e alprazolam, substâncias frequentemente associadas ao golpe conhecido como “Boa Noite Cinderela”. A Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA) notificou e autuou duas empresas que operavam sem a devida autorização.
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Ação conjunta combate irregularidades em farmácias da região
A operação foi conduzida em conjunto com diversos órgãos reguladores e de segurança, incluindo:
- Vigilância Sanitária de Feira de Santana;
- Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon/Salvador);
- Conselho Regional de Farmácia;
- Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz-BA);
- Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco);
- Coordenadoria Regional de Polícia do Interior (Coorpin/Feira de Santana).
De acordo com a Polícia Civil, a investigação continua para identificar outros estabelecimentos irregulares na cidade. Além disso, foi reforçada a necessidade de que todas as farmácias estejam cadastradas junto à Polícia Civil da Bahia, conforme determina a Lei 11.631/09.
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Os medicamentos apreendidos serão encaminhados para perícia, e os responsáveis pelos estabelecimentos podem responder por crime contra a saúde pública.
A interdição das farmácias levanta um alerta para os consumidores sobre os riscos da compra de medicamentos sem receita e sem procedência confiável. O uso indevido desses remédios pode acarretar graves consequências para a saúde.
A Polícia Civil segue monitorando o setor e novas fiscalizações devem ocorrer nas próximas semanas para coibir a venda de medicamentos falsificados, vencidos ou comercializados irregularmente.
Os consumidores que suspeitarem de irregularidades podem denunciar anonimamente por meio dos canais oficiais da Polícia Civil e do Procon-BA.