

As forças de segurança da Bahia mantêm pressão total no Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador. O Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) anunciou, na manhã desta quarta-feira (4), o aprofundamento das investigações para identificar e prender todos os responsáveis pela morte do Cabo PM Glauber Rosa Santos, de 42 anos, assassinado durante uma incursão na madrugada de terça-feira (3).
A ofensiva conta com o suporte estratégico da Coordenação de Operações e Recursos Especiais (Core) e de departamentos operacionais da Polícia Civil. As equipes realizam diligências contínuas em pontos sensíveis do bairro para coletar depoimentos e evidências que ajudem a mapear a estrutura do grupo criminoso responsável pelo ataque ao militar do 30º Batalhão.
O delegado-geral da Polícia Civil, André Viana, manifestou solidariedade à família e aos colegas do Cabo Glauber, reforçando que a elucidação do crime é prioridade máxima para a instituição.
“Primeiro quero me solidarizar com todos os familiares, amigos e colegas de farda por esta lamentável perda e dizer que desde os primeiros momentos do fato determinei empenho total para a elucidação deste trágico crime, que nos deixa enlutados. Não haverá trégua até que todos sejam levados à Justiça”, afirmou Viana.
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Desde o falecimento do militar, o policiamento foi reforçado na região. Nas horas que se seguiram ao crime, uma série de confrontos entre a PM e suspeitos resultou na morte de oito indivíduos apontados como integrantes de facções locais. A perícia técnica recolheu mais de 50 cápsulas de munição no local onde o Cabo foi baleado, confirmando o uso de armamento de alto calibre (fuzis) pelos criminosos.
Devido à insegurança, o transporte público no bairro segue com restrições, e os moradores vivem sob clima de tensão. O Cabo Glauber Rosa Santos, que também atuava como mecânico e era respeitado por sua dedicação, deixa esposa e dois filhos, uma menina de 8 anos e um menino de 3.