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Carnaval 2026

Mais de 60 foragidos da Justiça são capturados via Reconhecimento Facial no Carnaval 2026

Com sistema operando em Salvador e cidades do interior como Porto Seguro, o número de prisões superou o recorde do ano anterior; lista de detidos inclui acusados de homicídio, tráfico e violência doméstica
Por:
17/02/2026
prisão carnaval 2026
Foto: Divulgação/Alan Dantas/PCBA
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O uso da tecnologia como aliada estratégica da segurança pública alcançou um patamar histórico no Carnaval da Bahia 2026. De acordo com o balanço atualizado da Secretaria da Segurança Pública (SSP-BA) nesta terça-feira (17), o Sistema de Reconhecimento Facial já possibilitou a identificação e prisão de mais de 60 foragidos da Justiça. O índice supera as 55 capturas realizadas em 2025, consolidando o sistema como uma ferramenta indispensável para a desarticulação de perigos potenciais em grandes eventos.

As prisões mais recentes foram efetuadas durante a tarde desta terça nos circuitos de Salvador, mas a abrangência do sistema se estendeu para além da capital. A tecnologia também mostrou eficácia em cidades do interior que realizaram festejos e pré-carnavais, como Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Lapão. O monitoramento contínuo permitiu que as forças policiais retirassem de circulação indivíduos que tentavam se camuflar entre os foliões para escapar de mandados de prisão em aberto.

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O sistema de câmeras inteligentes cruzou dados de bancos de dados judiciais com imagens em tempo real nos portais de abordagem e pontos estratégicos. Segundo a SSP-BA, os crimes cometidos pelos detidos envolvem alta periculosidade e questões de ordem civil:

  • Crimes graves: Homicidas, traficantes de drogas e acusados de roubo e porte ilegal de arma.
  • Violência de gênero: Foragidos por agressão, estupro e violência contra a mulher (Lei Maria da Penha).
  • Ordens civis: Homens e mulheres com débitos pendentes de pensão alimentícia.

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Inteligência integrada

A operação de 2026 contou com o suporte de 5 mil câmeras distribuídas em mais de 150 cidades baianas. O processo de captura seguiu um protocolo rigoroso: após o alerta emitido pelo sistema, as patrulhas de campo realizaram a abordagem técnica. Uma vez confirmada a identidade, os suspeitos foram encaminhados às Delegacias Especiais de Área (DEAs), unidades montadas especificamente para formalizar o cumprimento dos mandados durante o período momesco.

Para o governo do Estado, o recorde de prisões reflete o investimento contínuo em modernização policial, garantindo que o Carnaval, a maior festa de rua do planeta, seja cada vez mais um espaço de celebração e cada vez menos um refúgio para a criminalidade.

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