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Mortes violentas na Bahia caem 13% e atingem menor nível em 19 anos

Salvador atinge marca histórica com menor número de casos em 25 anos; asfixia financeira de facções e inteligência foram pilares para o 4º ano consecutivo de redução
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20/01/2026
polícia civil draco operação
Foto ilustrativa: Divulgação/Ascom-PCBA
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A Secretaria da Segurança Pública da Bahia (SSP-BA) apresentou, na manhã desta terça-feira (20), um balanço histórico sobre a criminalidade no estado. Em 2025, a Bahia registrou a maior redução nos Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs), que incluem homicídio, latrocínio e lesão corporal seguida de morte, dos últimos 19 anos. Ao todo, foram contabilizadas 3.884 ocorrências, o que representa uma queda de 13,1% em relação a 2024 (588 vidas preservadas).

Os dados, consolidados pela Polícia Civil e apresentados no Centro de Operações e Inteligência (COI), confirmam o quarto ano consecutivo de recuo na violência em solo baiano. O secretário Marcelo Werner atribuiu os resultados ao “Policiamento Orientado pela Inteligência”, que focou na descapitalização de facções criminosas e no aumento recorde de apreensões de armas e prisões de lideranças.

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Salvador e RMS lideram quedas

A capital baiana vive um momento de pacificação estatística sem precedentes no século XXI. Salvador registrou 706 mortes violentas em 2025, o menor número dos últimos 25 anos, com uma redução expressiva de 22,9%. A Região Metropolitana (RMS) seguiu a tendência com queda de 21,2%, enquanto o interior do estado apresentou um recuo de 8,9%.


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Combate ao Feminicídio e “Baralho Lilás”

No campo da violência de gênero, a Bahia registrou 103 feminicídios em 2025, uma queda de 6,3% na comparação anual. Para intensificar esses resultados, Werner destacou o lançamento do Baralho Lilás, uma nova ferramenta que estampa o rosto de agressores e feminicidas procurados, estimulando a denúncia e o fortalecimento da rede de proteção à mulher.

“Lançamos no final do ano de 2025 o Baralho Lilás, ferramenta que expõe agressores procurados pela Justiça. Queremos fortalecer cada vez mais a rede de proteção, visando ampliar a redução da violência de gênero”, destacou Werner.

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