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Operação Forja Clandestina: Grupo convertia Airsoft em armas de fogo na Bahia

Alvo principal e comparsa foram presos em Lauro de Freitas; investigação aponta compra de quase 170 réplicas por plataformas digitais para abastecer facções em Salvador e no interior
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04/02/2026
Operação Forja Clandestina
Foto: Divulgação/Ascom-PCBA
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A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Forja Clandestina, revelando um método sofisticado de armamento do crime organizado. A ação desarticulou uma oficina artesanal que transformava réplicas de armas de airsoft em armas de fogo reais, destinadas a abastecer uma facção criminosa com forte atuação na capital e no interior do estado.

Até o momento, a operação cumpriu dois mandados de prisão preventiva e seis de busca e apreensão. O principal alvo, um homem de 35 anos, foi localizado e preso no bairro de Itinga, em Lauro de Freitas. No mesmo endereço, uma mulher de 31 anos também foi detida. Além das ordens judiciais, ambos foram autuados em flagrante por posse ilegal de arma de fogo e tráfico de drogas.

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O Esquema: Tecnologia e “Engenharia” do Crime

As investigações, coordenadas pelo Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), revelaram que os suspeitos possuíam elevado conhecimento técnico. Eles utilizavam insumos balísticos e peças metálicas para converter os equipamentos de pressão em armamentos letais.

  • Logística Digital: O grupo utilizava plataformas de e-commerce para adquirir os materiais em larga escala. Um dos investigados chegou a comprar 87 réplicas, enquanto outros dois adquiriram 30 e 50 unidades, respectivamente.
  • Calibres de Uso Restrito: Além das réplicas, o grupo comprava acessórios compatíveis com munições de alto poder de impacto, como o calibre 9mm.
  • Apreensões: No local, os agentes encontraram uma espingarda calibre 12 de fabricação artesanal já finalizada e dois tabletes de maconha, confirmando o vínculo direto com o narcotráfico.

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Inteligência e Investigação

A operação é fruto de um trabalho conjunto que envolveu denúncias recebidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS) e ações de inteligência do Departamento de Polícia Técnica (DPT). De acordo com o diretor do DEIC, Thomas Galdino, a perícia técnica foi fundamental para entender como as peças eram adaptadas para suportar a deflagração de projéteis reais, algo que exige precisão mecânica.

As diligências continuam em curso para localizar um terceiro envolvido que segue foragido.

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