A manhã desta terça-feira (17) começou movimentada para a Polícia Federal e para a Controladoria-Geral da União (CGU) na Bahia. A Operação “Nota de Conceito” foi para as ruas para desarticular um suposto esquema de fraude em licitação e desvio de verbas públicas na Prefeitura de Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador. Cerca de 25 agentes federais cumpriram seis mandados de busca e apreensão, com passagens marcantes pelo condomínio Mundo Plaza, na capital baiana, e em endereços no município vizinho.
O alvo central da investigação é um contrato de 2020 da Secretaria Municipal de Educação (Semed). Na época, a prefeitura contratou uma empresa para fornecer uma plataforma de ensino a distância e 21,3 mil tablets para os alunos da rede municipal. Segundo a PF, o processo foi “montado” para favorecer uma empresa específica e barrar a concorrência. Além disso, as autoridades descobriram indícios de superfaturamento pesado, com preços muito acima do mercado e o uso de documentos falsos para justificar pagamentos que somam R$ 16,4 milhões.
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Um detalhe que chamou a atenção dos investigadores é que, embora a empresa ganhadora fosse de Salvador, o serviço teria sido feito por outra empresa de Santa Catarina, o que levanta suspeitas sobre a real execução do contrato. Diante da gravidade, a Justiça Federal não apenas autorizou as buscas, mas também determinou o sequestro de bens de até R$ 26,5 milhões por cada envolvido. Os investigados podem responder por crimes como peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa. Vale ressaltar que a PF informou que os contratos são da gestão anterior, e a ex-prefeita não está entre os investigados.


