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Operação Martelo prende sete e bloqueia R$ 270 milhões de facção

Sete pessoas foram detidas em megaofensiva que atingiu o Recôncavo e mais quatro estados; entre os presos está a companheira de um líder de facção custodiado em presídio de segurança máxima
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10/02/2026
operação martelo
Foto: Marcela Correia/ Ascom PCBA
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O balanço parcial da Operação Martelo, deflagrada nesta terça-feira (10), revela um prejuízo milionário para o crime organizado. A Polícia Civil da Bahia confirmou a prisão de sete pessoas e o bloqueio judicial de impressionantes R$ 270 milhões em ativos financeiros. A ação, que mirou uma organização criminosa com ramificações interestaduais, ocorreu simultaneamente na Bahia, Alagoas, Paraíba, Paraná e Sergipe.

No estado, o cerco policial concentrou-se nos municípios de Santo Antônio de Jesus, Laje, São Miguel das Matas e Feira de Santana. Em Santo Antônio de Jesus, quatro suspeitos foram capturados. A operação também alcançou lideranças fora da Bahia: em Sergipe, um casal foi preso, e em Alagoas, os agentes detiveram a companheira de um dos chefes da facção, que já cumpre pena em um presídio de segurança máxima.

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Além da asfixia bancária, que detectou movimentações totalmente incompatíveis com a renda dos investigados, a força-tarefa retirou de circulação materiais que comprovam a logística ilícita do grupo:

  • Dinheiro Falso: Uma maleta contendo cédulas falsas foi apreendida pelas equipes.
  • Logística e Tráfico: Veículos, aparelhos celulares, porções de entorpecentes e documentos fundamentais para o inquérito foram recolhidos.
  • Inteligência Financeira: O bloqueio de R$ 270 milhões visa desestruturar a capacidade de rearmamento e manutenção operacional da facção, interrompendo o fluxo de lavagem de dinheiro.
droga apreendida operação martelo
Foto: Marcela Correia/ Ascom PCBA

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Integração das Forças

O sucesso da operação deve-se à atuação conjunta de diversas unidades da Polícia Civil. O Draco-LD (Lavagem de Dinheiro) liderou as investigações financeiras, enquanto o suporte operacional foi garantido pela 4ª Coorin (SAJ), pela Dirpin/Leste e pelas equipes de elite da Core.

Segundo as autoridades, a Operação Martelo não busca apenas prisões momentâneas, mas a desidratação econômica das organizações criminosas que atuam no Recôncavo Baiano, neutralizando o poder que o dinheiro ilícito exerce sobre a criminalidade violenta.

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