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Operação Persona investiga stalking e injúria racial em Vitória da Conquista

Investigada de 40 anos utilizava perfis falsos, transferências de R$ 0,01 via PIX e criação de grupos de encontros com nomes de vítimas para proferir ofensas e ameaças de morte
Por:
05/02/2026
polícia civil
Foto ilustrativa: Divulgação/Ascom-PCBA
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A Polícia Civil da Bahia deflagrou, nesta quarta-feira (4), a Operação Persona, uma ofensiva contra crimes cibernéticos que vinham aterrorizando moradores de Vitória da Conquista. A ação, conduzida pela Delegacia Territorial (DT) local com apoio do GATTI/Sudoeste, cumpriu dois mandados de busca e apreensão no bairro Boa Vista, visando desmantelar uma rotina de ataques virtuais iniciada em 2025.

O alvo da investigação é uma mulher de 40 anos, suspeita de orquestrar uma rede de importunação e ódio digital. Segundo a polícia, a investigada demonstrava um comportamento obsessivo, utilizando cerca de 94 números de telefone distintos para enviar mensagens com ameaças de morte e ofensas de cunho racial.

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O Modus Operandi da Investigada

As investigações revelaram métodos criativos e cruéis de perseguição (stalking) e fraude:

  • Mensagens via PIX: A suspeita utilizava transferências bancárias de valor irrisório (um centavo) para enviar mensagens depreciativas no campo de descrição, burlando bloqueios em aplicativos de conversa.
  • Falsa Identidade e Exposição: Foram criados perfis falsos em aplicativos de relacionamento e grupos de mensagens utilizando fotos e nomes das vítimas. O objetivo era marcar encontros amorosos com homens em nome de terceiros, gerando situações de risco e constrangimento real.
  • Histórico Criminal Extenso: A mulher já figura como investigada em 13 boletins de ocorrência, com registros de estelionato, extorsão e lesão corporal dolosa.

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Apreensões e Próximos Passos

Durante o cumprimento dos mandados no bairro Boa Vista, os agentes apreenderam três aparelhos celulares. Um dos dispositivos já foi preliminarmente identificado como a central de disparos das ofensas. O material passará por perícia técnica no Departamento de Polícia Técnica (DPT) para extração de dados que possam comprovar a autoria e identificar outras possíveis vítimas.

O delegado responsável reforça que o stalking e a injúria racial são crimes graves e que o anonimato digital não impede a rastreabilidade das autoridades. A investigada poderá responder por stalking, falsa identidade, ameaça e injúria racial.

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