A Polícia Federal (PF) deflagrou na manhã desta quarta-feira (19) a Operação Dracma, com o objetivo de desarticular uma associação criminosa especializada na comercialização e distribuição de notas falsas em todo o Brasil. Foram cumpridos três mandados de busca e apreensão nos municípios de Feira de Santana (BA) e Rio Branco (AC).
Esquema criminoso usava redes sociais e Correios
As investigações, conduzidas pela Delegacia da PF em Vitória da Conquista, identificaram que o grupo criminoso utilizava redes sociais para ofertar cédulas falsas, que eram então enviadas aos compradores por meio dos Correios. A prática vinha sendo monitorada há meses pelas autoridades, que conseguiram mapear o fluxo das transações e os responsáveis pelo esquema.
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De acordo com a PF, a quadrilha atuava em diversas regiões do país, utilizando perfis falsos para atrair clientes e negociar as cédulas ilegais. O crime de falsificação de moeda, previsto no artigo 289 do Código Penal, pode resultar em penas de até 12 anos de reclusão, além da punição adicional pelo crime de associação criminosa, que pode aumentar a pena para até 15 anos de prisão.
Mandados e apreensões
Os mandados judiciais foram expedidos pela Justiça Federal e têm como objetivo a apreensão de provas que possam aprofundar as investigações. Os agentes federais buscam identificar o volume exato de dinheiro falso já comercializado e possíveis novos integrantes do esquema.
A PF orienta a população a ter atenção ao receber cédulas em transações comerciais e a denunciar qualquer suspeita de dinheiro falsificado. O Banco Central do Brasil oferece instruções detalhadas para a verificação da autenticidade das notas.