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Um policial penal foi afastado de suas funções após investigações apontarem que ele cobrava valores de detentos para permitir que passassem noites fora da Casa do Albergado e Egresso (CAE), em Salvador. A operação, denominada “Falta Grave”, cumpriu mandado de busca e apreensão na residência do suspeito nesta segunda-feira (31).
A “Operação Falta Grave” visa reprimir crimes de corrupção e associação criminosa envolvendo servidores da Secretaria de Administração Penitenciária e Ressocialização (Seap). Na primeira fase, deflagrada em setembro de 2024, quatro policiais penais foram presos pelos mesmos crimes.
As investigações revelaram que o policial penal afastado, junto com outros agentes já detidos, cobrava valores que variavam entre R$ 20 e R$ 70 por dia para permitir que internos da CAE passassem noites ou fins de semana fora da unidade prisional. Esses valores poderiam aumentar em casos de feriados ou períodos prolongados.
O Ministério Público da Bahia (MP-BA), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e Investigações Criminais (Gaeco), denunciou o policial por corrupção passiva e associação criminosa. A 1ª Vara Criminal Especializada da Comarca de Salvador acatou a denúncia e determinou o afastamento do agente de suas funções públicas.