

Um dos desdobramentos mais significativos da Operação Martelo, deflagrada na manhã desta terça-feira (10), foi a prisão de um homem suspeito de atuar como “rifeiro” em Santo Antônio de Jesus. A investigação da Polícia Civil aponta que a venda de rifas e sorteios eletrônicos não autorizados servia como fachada para a lavagem de dinheiro de uma organização criminosa de atuação interestadual.
A captura ocorreu no âmbito de uma megaofensiva que mobiliza 120 policiais civis no Recôncavo Baiano e em outros quatro estados. O suspeito é apontado como peça-chave no núcleo financeiro do grupo, utilizando a popularidade das apostas informais para integrar recursos oriundos do tráfico de drogas e homicídios ao sistema financeiro legal.
De acordo com o trabalho de inteligência desenvolvido ao longo de um ano, a organização criminosa utilizava uma estrutura bem definida para pulverizar os lucros ilícitos.
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A prisão do rifeiro foi coordenada pela 4ª Coorpin (SAJ), com apoio do Draco-LD (Departamento de Repressão e Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro), unidade especializada em rastrear fluxos financeiros complexos. A Core (Coordenação de Operações e Recursos Especiais) também prestou suporte tático para garantir o cumprimento dos mandados com segurança.
As autoridades alertam que a prática de rifas sem autorização do Ministério da Fazenda é contravenção penal, e quando associada ao crime organizado, pode resultar em penas severas por lavagem de dinheiro e organização criminosa.