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Rifeiro é preso em Santo Antônio de Jesus durante a Operação Martelo

Investigação aponta que sorteios ilegais eram utilizados para ocultar e movimentar recursos de tráfico e homicídios; operação bloqueou R$ 270 milhões em ativos do grupo
Por:
10/02/2026
operação polícia civil
Foto: Marcela Correia/ Ascom PCBA
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Um dos desdobramentos mais significativos da Operação Martelo, deflagrada na manhã desta terça-feira (10), foi a prisão de um homem suspeito de atuar como “rifeiro” em Santo Antônio de Jesus. A investigação da Polícia Civil aponta que a venda de rifas e sorteios eletrônicos não autorizados servia como fachada para a lavagem de dinheiro de uma organização criminosa de atuação interestadual.

A captura ocorreu no âmbito de uma megaofensiva que mobiliza 120 policiais civis no Recôncavo Baiano e em outros quatro estados. O suspeito é apontado como peça-chave no núcleo financeiro do grupo, utilizando a popularidade das apostas informais para integrar recursos oriundos do tráfico de drogas e homicídios ao sistema financeiro legal.

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De acordo com o trabalho de inteligência desenvolvido ao longo de um ano, a organização criminosa utilizava uma estrutura bem definida para pulverizar os lucros ilícitos.

  • Modus Operandi: Os sorteios eram usados para movimentar grandes quantias sob a aparência de atividade comercial legítima.
  • Ramificações: O grupo possui líderes operando de dentro e fora da Bahia, exigindo um esforço coordenado entre as polícias da Paraíba, Alagoas, Sergipe e Paraná.
  • Bloqueio de Bens: Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio de R$ 270 milhões em ativos, visando asfixiar financeiramente a facção.

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A prisão do rifeiro foi coordenada pela 4ª Coorpin (SAJ), com apoio do Draco-LD (Departamento de Repressão e Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro), unidade especializada em rastrear fluxos financeiros complexos. A Core (Coordenação de Operações e Recursos Especiais) também prestou suporte tático para garantir o cumprimento dos mandados com segurança.

As autoridades alertam que a prática de rifas sem autorização do Ministério da Fazenda é contravenção penal, e quando associada ao crime organizado, pode resultar em penas severas por lavagem de dinheiro e organização criminosa.

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