A manhã desta terça-feira (24) marca um capítulo decisivo para um dos crimes que mais comoveram a Bahia e o Brasil nos últimos anos. Teve início, no Fórum Criminal de Dias d’Ávila, na Região Metropolitana de Salvador, o julgamento popular dos três homens denunciados pelo Ministério Público da Bahia (MPBA) pelo assassinato da cantora gospel Sara Freitas.
No banco dos réus estão o viúvo da vítima, Ederlan Santos Mariano — apontado pelas investigações como o mentor intelectual do crime —, além de Weslen Pablo Correia de Jesus (conhecido como Bispo Zadoque) e Victor Gabriel Oliveira Neves, acusados de serem os executores. O trio responde por crimes graves: feminicídio (com qualificadoras de motivo torpe, meio cruel e impossibilidade de defesa da vítima), ocultação de cadáver e associação criminosa.
O julgamento acontece sob forte esquema de segurança. Grades de isolamento foram instaladas ao redor do fórum para conter a multidão de populares que clama por justiça, evitando qualquer contato direto com os réus. Esta medida foi adotada após a sessão de novembro de 2025 ter sido adiada porque advogados de defesa abandonaram o local alegando falta de estrutura e segurança.
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Relembre o caso
- O crime: Sara Freitas desapareceu em 24 de outubro de 2023. Seu corpo foi encontrado carbonizado dias depois, às margens da rodovia BA-093, na entrada do Povoado Leandrinho.
- A motivação: Segundo o MP-BA, Ederlan teria planejado a morte da esposa por ciúmes e interesse financeiro no patrimônio da cantora.
- Os executores: Bispo Zadoque e Victor Gabriel teriam sido contratados para realizar o assassinato e a ocultação do corpo.


