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Suspeito de agredir e abandonar companheira em ribanceira se apresenta à polícia e é liberado

Identificado como Murilo, o homem prestou depoimento na Polinter acompanhado de advogado; vítima Vera Lúcia segue em estado gravíssimo e intubada no HRSAJ
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06/01/2026 | Atualizado 1 dia atrás
polinter salvador
Foto: Divulgação / Ascom-PC
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O homem apontado como o principal suspeito de agredir Vera Lúcia Conceição Santos e abandoná-la em uma ribanceira às margens da BA-001, em Nazaré, apresentou-se à Polícia Civil na manhã desta terça-feira (6). Identificado apenas como Murilo, ele compareceu à Coordenadoria de Polícia Interestadual (Polinter), no Vale dos Barris, em Salvador.

Acompanhado de um advogado, o suspeito foi ouvido pelos agentes e, como não havia um mandado de prisão preventiva expedido até o momento e ele não estava em situação de flagrante, foi liberado para responder ao processo em liberdade. O caso é tratado pela Delegacia Territorial de Nazaré como uma tentativa de feminicídio.

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Cena do crime com marcas de crueldade

As investigações lideradas pelo delegado Felipe Vittig Ghiraldelli revelaram detalhes perturbadores sobre o ocorrido. No local onde Vera Lúcia foi encontrada pelo SAMU, os policiais civis identificaram diversas marcas de sangue espalhadas, o que reforça o indício de que a vítima foi arrastada pelo chão antes de ser deixada na ribanceira.

Vera Lúcia foi resgatada sem documentos e identificada posteriormente por familiares. Segundo a filha da vítima, ela mantinha um relacionamento com Murilo há cerca de sete meses.


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Estado de Saúde

Vera Lúcia permanece internada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional de Santo Antônio de Jesus (HRSAJ). Seu estado de saúde é considerado muito grave. Ela sofreu:

  • Traumatismo craniano severo;
  • Múltiplas lesões e sangramentos no rosto;
  • Danos físicos generalizados.

A equipe médica trabalha na tentativa de estabilizar o quadro clínico da paciente, que segue intubada. Nas redes sociais, familiares e amigos realizam correntes de oração e clamam por justiça.

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