

A explosão ocorrida na manhã da última terça-feira (3), que vitimou fatalmente um trabalhador em Muniz Ferreira, trouxe novamente à tona a discussão sobre a fabricação irregular de artefatos explosivos na Bahia. Em entrevista ao programa Levante a Voz, da Rádio Andaiá FM, nesta quarta-feira (4), a procuradora do trabalho Juliana Corbal classificou o cenário como “extremamente perigoso” e revelou detalhes sobre a clandestinidade da atividade.
Segundo a procuradora, o local da explosão operava de forma totalmente ilegal, nos fundos de uma residência, sem qualquer autorização ou protocolo de segurança. A quantidade de material explosivo era tão elevada que as autoridades precisaram isolar a área para garantir a segurança dos vizinhos e das equipes de resgate.
Juliana Corbal traçou um paralelo com a histórica tragédia de 1998, em Santo Antônio de Jesus, que matou 64 pessoas. Segundo ela, a prática não acabou, apenas mudou de formato para dificultar a fiscalização:
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O Ministério Público do Trabalho (MPT) mantém um grupo de atuação específico desde 2021 para monitorar a cadeia produtiva dos fogos, trabalhando em conjunto com o Movimento 11 de Dezembro. O foco é identificar e responsabilizar financeiramente os beneficiários finais que lucram com essa exploração.
A procuradora fez um apelo dramático para que a comunidade denuncie suspeitas de fabricação clandestina. O risco de uma explosão pode estar ao lado da casa de qualquer cidadão sem que ele saiba.
Como denunciar: As denúncias podem ser feitas de forma totalmente anônima e digital através dos canais oficiais do Ministério Público do Trabalho. Não é necessário comparecimento presencial.