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Isenção do IR de R$ 5 mil entra em vigor nesta quinta (1º)

Cerca de 15 milhões de brasileiros deixam de pagar o tributo; em contrapartida, quem recebe acima de R$ 50 mil mensais terá aumento na alíquota
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01/01/2026
Lula entrevista
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante entrevista coletiva à imprensa. | Foto: Ricardo Stuckert / PR
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A reforma do Imposto de Renda, sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entrou oficialmente em vigor nesta quinta-feira (1º). A principal mudança estabelece o aumento da faixa de isenção para R$ 5 mil mensais, desonerando cerca de 15 milhões de trabalhadores. Na prática, quem recebe até este valor deixa de ter o imposto descontado do salário.

A mudança traz impacto imediato para quem sofre retenção na fonte. A partir do salário de janeiro — pago entre o fim deste mês e o início de fevereiro — o trabalhador já percebe o alívio financeiro, pois a empresa deve ajustar o desconto conforme a nova tabela. Segundo cálculos do governo, a medida gera uma renúncia fiscal de R$ 25,4 bilhões.

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Para equilibrar as contas públicas, o governo criou novas regras para as faixas superiores de renda. Aproximadamente 141 mil brasileiros que ganham acima de R$ 50 mil por mês, além de acionistas que recebem dividendos de empresas, pagarão mais imposto a partir de agora.


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Atenção ao calendário

O contribuinte precisa ficar atento ao cronograma da Receita Federal. A Declaração do Imposto de Renda de 2026 (que ocorre em março/abril) ainda segue as regras antigas, pois refere-se aos rendimentos do ano-base 2025. O ajuste definitivo da nova isenção de R$ 5 mil na declaração anual acontecerá apenas em 2027, tendo 2026 como ano-base.

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