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Lauro de Freitas: Servidores pressionam prefeitura por salários atrasados

Servidores de Lauro de Freitas protestam contra salários atrasados da gestão anterior. Prefeita culpa antecessora e busca solução para o impasse.
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08/01/2025
Foto: Divulgação
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Servidores municipais de Lauro de Freitas, na Bahia, realizaram um protesto nesta quarta-feira (8), em frente ao Centro Administrativo da cidade, exigindo o pagamento de salários atrasados. A nova prefeita, Débora Regis (União Brasil), responsabiliza a gestão anterior, comandada por Moema Gramacho (PT), pelos atrasos. O impasse tem gerado tensão entre os trabalhadores e a administração municipal.

Crise financeira na educação municipal

Segundo Débora Regis, a ex-prefeita Moema Gramacho não efetuou o pagamento dos salários de dezembro dos professores da rede municipal, mesmo após o recebimento de R$ 15,7 milhões do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb).

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Para onde foi o dinheiro do Fundeb?“, questionou Débora em suas redes sociais.

A atual prefeita afirmou que encontrou apenas R$ 1,4 milhão no caixa da prefeitura ao assumir o mandato, enquanto a folha de pagamento de dezembro somava R$ 17,1 milhões.

Gestão anterior sob críticas

O protesto reuniu dezenas de servidores, que acusaram a gestão atual de negligência. “Gestões desse partido (União Brasil), como em Camaçari, deram calote. Aqui, a gestão não tem compromisso com os trabalhadores”, afirmou um dos manifestantes. Em resposta, a prefeita se comprometeu a regularizar os salários de janeiro e declarou que o município está analisando formas de quitar os débitos herdados.

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Explicações da Secretaria de Fazenda

Ricardo Góes, secretário municipal da Fazenda, explicou que os recursos do Fundeb foram usados para quitar o 13º salário e os vencimentos de novembro, deixando o caixa insuficiente para cobrir a folha de dezembro. “Boa parte do recurso foi destinada ao 13º e à folha de novembro. Restaram apenas R$ 1,4 milhão, insuficientes para a folha seguinte”, justificou.

A situação continua em análise pela prefeitura, enquanto os servidores prometem intensificar as manifestações. A gestão atual busca alternativas financeiras para resolver o impasse e evitar novos protestos.

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