
PUBLICIDADE

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou-se oficialmente, neste sábado (3), condenando com rigor a operação militar dos Estados Unidos na Venezuela. Através de suas redes sociais, Lula classificou os bombardeios e a captura do presidente Nicolás Maduro como uma “afronta gravíssima” e uma violação direta do direito internacional.
“Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”, afirmou o mandatário brasileiro.
Para Lula, a postura do governo de Donald Trump resgata os “piores momentos” de interferência externa na política da América Latina e do Caribe, defendendo que o multilateralismo deve prevalecer sobre a “lei do mais forte”.
Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.
— Lula (@LulaOficial) January 3, 2026
Atacar países, em…
Como reflexo imediato da crise, a Venezuela decidiu fechar a fronteira terrestre com o Brasil. Fontes da Polícia Federal confirmaram que o acesso via Pacaraima (RR) foi bloqueado pelas autoridades venezuelanas pouco após o anúncio da captura de Maduro. O Exército Brasileiro e a PF monitoram a região para garantir a segurança no território nacional e acompanhar possíveis fluxos migratórios de emergência.
>>> Siga nosso perfil no Instagram. Clique aqui!
A confirmação da operação veio do próprio Donald Trump, que utilizou a rede Truth Social para declarar o sucesso do ataque em grande escala. Trump afirmou que Maduro e a esposa, Cilia Flores, foram retirados do país em uma ação conjunta com agências policiais americanas.
Enquanto Trump prepara uma coletiva de imprensa em Mar-a-Lago para as 13h, o governo venezuelano vive um vácuo de poder. Em nota, a vice-presidente Delcy Rodríguez declarou que o paradeiro de Nicolás Maduro é oficialmente desconhecido pelo gabinete chavista, elevando a incerteza sobre quem comanda as forças armadas venezuelanas neste momento.