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Lula e Trump discutirão retorno da Petrobras à Venezuela em março

Encontro presidencial previsto para a segunda quinzena de março deve abordar o setor energético na América Latina e sanções econômicas contra Cuba
Por:
18/02/2026
Lula e Donald Trump em reunião
Foto: Ricardo Stuckert / PR
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva já definiu um dos pontos centrais da sua agenda bilateral com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para o encontro previsto para a segunda quinzena de março, em Washington. O mandatário brasileiro pretende discutir formalmente a possibilidade de a Petrobras retomar suas operações de exploração e produção de petróleo na Venezuela. A estratégia faz parte de um plano maior de fortalecimento da presença brasileira no setor energético regional, aproveitando o potencial das reservas venezuelanas, as maiores do mundo.

Historicamente, a Petrobras teve uma atuação significativa no território venezuelano, mas encerrou suas atividades devido à combinação de instabilidades políticas internas e às severas sanções econômicas impostas pelo governo americano ao país vizinho. Agora, a diplomacia brasileira tenta ajustar as datas do encontro presencial para que os dois líderes possam debater as condições sob as quais uma eventual flexibilização permitiria novos investimentos brasileiros sem ferir diretrizes internacionais. O diálogo é considerado sensível, dado o alinhamento de Trump com políticas de pressão econômica, mas Lula aposta na relevância do Brasil como parceiro energético estável.

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Além da questão venezuelana, a pauta de Lula em Washington inclui um apelo humanitário e econômico em relação a Cuba. O presidente brasileiro deve expressar sua preocupação com as sanções americanas que afetam diretamente o fornecimento de energia para a ilha caribenha. Em janeiro de 2026, o governo dos Estados Unidos intensificou essas medidas ao impor tarifas a países que fornecem petróleo a Cuba, o que gerou críticas da diplomacia brasileira. Para o Planalto, a discussão presencial com Trump é a oportunidade ideal para tentar equilibrar os interesses geopolíticos no hemisfério e garantir a segurança energética do continente.

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