

A mais recente pesquisa Genial/Quaest, divulgada nesta quarta-feira (11), acendeu o sinal de alerta no Palácio do Planalto. Embora o presidente Lula (PT) ainda lidere as simulações de primeiro e segundo turnos, os dados qualitativos revelam um desgaste profundo na imagem do governo e um sentimento de fadiga no eleitorado. A rejeição ao petista saltou para 54%, superando os 49% registrados em janeiro de 2025.
O levantamento mostra que o “andar do meio” — eleitores que recebem entre 2 e 5 salários mínimos — é o principal foco de resistência ao governo, com 50% de desaprovação. Para analistas, o dado reflete a dificuldade da narrativa petista em dialogar com a classe média moderada, que busca ascensão social e menor interferência estatal, contrastando com o modelo de Estado forte defendido pelo PT.
Os indicadores de aprovação e desempenho mostram uma trajetória de queda que coloca a reeleição em um campo de extrema disputa:
A pesquisa também desenha o tabuleiro da direita. Flávio Bolsonaro se consolida como o principal nome opositor, reduzindo a distância para Lula em um eventual segundo turno de 16 para apenas 5 pontos percentuais. Enquanto isso, o governador do Paraná, Ratinho Júnior, aparece como uma alternativa liberal-moderada que pode atrair o eleitor de centro.
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O próprio presidente Lula já reconheceu a gravidade do cenário. Em discurso recente em Salvador, o petista afirmou que a eleição de 2026 será “uma guerra” decidida pela narrativa política. No entanto, o desafio do marketing governamental, liderado por Sidônio Palmeira, é superar a percepção de que o governo “vende o passado” em um país que anseia por novas soluções econômicas e sociais.