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O mês de conscientização sobre o câncer colorretal, conhecido como Março Azul, ganha um novo e preocupante contorno em 2026. Historicamente vinculada à terceira idade, a doença tem apresentado um crescimento expressivo entre o público jovem, desafiando as diretrizes tradicionais de rastreamento. Fatores como sedentarismo, dieta pobre em fibras e o consumo excessivo de ultraprocessados são apontados como os principais vilões por trás dos cerca de 45 mil novos casos anuais estimados pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA).
De acordo com o coloproctologista Ramon Mendes, coordenador do Núcleo de Coloproctologia do Instituto Brasileiro de Cirurgia Robótica (IBCR), o maior perigo reside na negligência dos sintomas. Frequentemente, pacientes jovens confundem sinais de alerta — como sangramento retal, dores abdominais e alterações no hábito intestinal — com condições benignas, a exemplo de hemorroidas. O especialista, que presidirá a Sociedade Brasileira de Coloproctologia no biênio 2029/2030, reforça que o diagnóstico precoce continua sendo a ferramenta mais eficaz para a cura, desmistificando a ideia de que a juventude é um escudo contra a neoplasia.

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No campo do tratamento, a inovação tecnológica tem transformado o prognóstico dos pacientes. A cirurgia robótica consolidou-se como um padrão de excelência, especialmente para intervenções em áreas complexas como o reto. Através de sistemas que oferecem visão 3D ampliada e instrumentos com maior amplitude de movimento que a mão humana, os cirurgiões conseguem remover tumores com precisão milimétrica.
“A cirurgia robótica é uma grande aliada, mas ela não substitui o rastreamento adequado. Quanto mais cedo o câncer é identificado, maiores são as chances de cura, independentemente da técnica utilizada”, informou o coloproctologista Ramon Mendes.
Pioneiro na técnica em solo baiano, o Dr. Ramon Mendes destaca que os benefícios vão muito além da segurança oncológica. A abordagem minimamente invasiva resulta em menor sangramento, redução drástica da dor pós-operatória e preservação de funções vitais, como as urinárias e sexuais. Dados da Strattner corroboram essa tendência, indicando que o Brasil já superou a marca de 100 sistemas robóticos ativos, ampliando o acesso a procedimentos que garantem uma volta mais rápida às atividades cotidianas.