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O Ministério da Saúde anunciou a inclusão de dois novos métodos hormonais para tratamento da endometriose na rede pública. A partir de 2025, o DIU com levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel serão oferecidos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em todo o país.
A medida foi oficializada por meio das portarias SECTICS/MS nº 41/2025 e nº 43/2025, com objetivo de ampliar o acesso a terapias mais eficazes, seguras e com maior adesão das pacientes.
A endometriose é uma condição inflamatória causada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio fora do útero — atingindo ovários, bexiga e intestinos. Entre os sintomas mais comuns estão:
A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 10% das mulheres em idade fértil no mundo vivem com a doença — cerca de 190 milhões de pessoas. No Brasil, o SUS registrou mais de 53 mil atendimentos especializados em 2024.
DIU-LNG (Levonorgestrel)
Com marcas conhecidas como Mirena e Kyleena, o dispositivo libera hormônio direto no útero. Ele inibe o crescimento do tecido endometrial fora do útero e é ideal para pacientes com contraindicação ao uso de contraceptivos orais. A troca é necessária apenas a cada cinco anos, o que aumenta a adesão.
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Desogestrel
É um anticoncepcional hormonal que inibe a ovulação, reduzindo a dor e retardando o avanço da doença. Pode ser utilizado ainda durante a avaliação clínica, antes mesmo do diagnóstico final.
O SUS já disponibiliza tratamento clínico e cirúrgico. A abordagem inclui:
Em casos mais severos, o tratamento pode envolver: