Feminicídio em Campinas choca convidados em festa de casamento
Um crime de extrema violência marcou o que deveria ser uma celebração de união em Campinas, no interior de São Paulo. Na noite de sábado (9), a festa de casamento de Daniel Barbosa Marinho, de 55 anos, e Nájylla Duenas Nascimento terminou em tragédia após o noivo, que é guarda municipal, assassinar a própria esposa a tiros.
O caso, que está sendo investigado como feminicídio, mobilizou as autoridades locais e gerou comoção. Conforme informações apuradas pela EPTV, a celebração foi interrompida por uma discussão violenta que escalou rapidamente dentro da residência onde o evento ocorria.
Dinâmica do crime e intervenção policial
Relatos registrados em boletim de ocorrência indicam que o casal iniciou uma briga que evoluiu para agressões físicas. Em um momento de tensão, familiares que estavam presentes conseguiram retirar as crianças que se encontravam no imóvel para protegê-las da situação.
Segundo o registro policial, o agente utilizou sua arma funcional para agredir a vítima e efetuar os primeiros disparos. Após deixar o local inicialmente, testemunhas relataram que o homem retornou pouco tempo depois e realizou novos disparos contra Nájylla Duenas Nascimento, que não resistiu aos ferimentos, apesar do atendimento prestado pelo Samu.
Procedimentos legais e posicionamento da corporação
Após o ocorrido, o próprio autor dos disparos entrou em contato com a corporação para relatar o crime. Ele foi encaminhado à 2ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), onde foi autuado em flagrante pelas autoridades policiais.
A Guarda Municipal emitiu uma nota oficial lamentando o episódio e reforçando seu compromisso no combate à violência. A instituição confirmou que a Corregedoria está acompanhando o caso e instaurará procedimentos administrativos e disciplinares para avaliar a conduta do servidor.
Histórico do servidor na instituição
O suspeito, Daniel Barbosa Marinho, integrava os quadros da Guarda Municipal desde 1998. Até o momento do crime, ele desempenhava funções internas em uma das bases operacionais da corporação, não estando em patrulhamento ostensivo direto nas ruas.




