Investigação sobre suposto caixa 2 e uso de recursos
O Partido dos Trabalhadores (PT) formalizou, junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) e à Polícia Federal (PF), um pedido de investigação sobre uma possível prática de caixa 2 envolvendo o senador Flávio Bolsonaro. A denúncia aponta para irregularidades na produção do filme intitulado “Dark Horse”, que teria utilizado uma estrutura financeira complexa para movimentar recursos no exterior.
A iniciativa da legenda baseia-se em reportagens publicadas pelo The Intercept Brasil, que detalham conexões entre o parlamentar e o empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Segundo os documentos apresentados pelo partido, o longa-metragem teria recebido um aporte de aproximadamente R$ 61 milhões, valor que levanta questionamentos sobre a origem e a finalidade dos investimentos.
Suspeitas de desvio de finalidade e abuso econômico
Um dos pontos centrais da petição encaminhada às autoridades é a suspeita de que parte dos recursos destinados ao projeto audiovisual tenha sido desviada para financiar a estrutura mantida por Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos. O PT argumenta que tal operação teria uma clara finalidade político-eleitoral, configurando um possível uso indevido de verbas.
Além disso, o partido solicita que seja apurado um eventual abuso de poder econômico. A legenda questiona se emendas parlamentares foram direcionadas a empresas que possuem vínculos diretos com a produção do filme, o que, se comprovado, configuraria uma violação das normas de transparência e uso do dinheiro público.
Regularidade administrativa e autorizações legais
O requerimento também busca esclarecer aspectos técnicos e administrativos da produção cinematográfica. O PT solicita que o STF e a PF verifiquem se o filme obteve todos os registros necessários junto à Agência Nacional do Cinema (Ancine), órgão responsável pela regulação do setor no país.
Outro ponto de atenção refere-se à legalidade da mão de obra estrangeira envolvida no projeto. O partido requer que seja investigado se os atores internacionais que participaram das filmagens possuíam a devida autorização de trabalho para exercer suas atividades em território brasileiro, garantindo o cumprimento das leis trabalhistas e migratórias vigentes.




