O imóvel do Hospital Maternidade de Santo Amaro foi a leilão judicial no último dia 15 de setembro, mas não recebeu lances e não foi vendido. A informação foi confirmada ao Portal InstantBA pela plataforma responsável pelo leilão, a JD Leilões.
Em nota, a empresa informou: “O bem não foi vendido no leilão realizado no dia 15/09/2026. Nesse caso, o processo retorna para análise do juízo, e o juiz dará andamento às medidas cabíveis, podendo, inclusive, determinar a realização de um novo leilão, seja com o nosso leiloeiro ou com a nomeação de um novo leiloeiro.”
O imóvel segue ocupado pela Maternidade de Santo Amaro, que continua em funcionamento no local.
Origem do leilão está em processo trabalhista
O imóvel foi incluído em leilão judicial no âmbito de um processo trabalhista movido por ex-funcionários contra a instituição. A penhora do imóvel foi registrada em 23 de fevereiro de 2026, segundo o processo.
A propriedade é da Maternidade de Santo Amaro, e o terreno tem como senhorio direto a Matriz de Nossa Senhora da Purificação, que foi cientificada da penhora em maio deste ano e não se manifestou sobre o caso, de acordo com os autos. O imóvel também está penhorado em outros processos judiciais, conforme consta no edital.
Prédio tem mais de 80 anos e quase 2.400 m²
Segundo o edital, as instalações somam 2.379,89 m² de área construída, em terreno de 1.344,94 m², na Rua Conselheiro Paranhos, no Centro de Santo Amaro. A construção original foi ampliada ao longo do tempo e tem idade aparente de 83 anos, em estado de conservação classificado como razoável.
A avaliação do bem é de R$ 5.388.862,33, com lance mínimo que havia sido fixado em R$ 2.694.431,17 — 50% do valor de avaliação.
Justiça do Trabalho havia autorizado o leilão em 2024
Em despacho de 19 de dezembro de 2024, a juíza do Trabalho substituta Debora Bastos de Moraes Rego determinou a averbação da penhora e a inclusão do imóvel em pauta de hastas públicas, após o executado não se manifestar sobre proposta de conciliação.
O que vem a seguir
Com a ausência de lances, o processo retorna à análise do juízo responsável, que deve decidir os próximos passos — incluindo a possibilidade de um novo leilão. Até o momento, não há informações públicas sobre o que ocorrerá com o funcionamento da maternidade e com o atendimento à população de Santo Amaro em caso de nova tentativa de venda do imóvel.





