
Jacobina tem 9,3 mil moradores em áreas de alto risco geológico
Principais Pontos do Post
- Jacobina enfrenta desafios de segurança pública devido ao crescimento urbano desordenado e geografia, com um aumento de 15% no número de pessoas expostas a riscos geológicos desde 2014.
- O município possui 20 áreas críticas, sendo 15 classificadas como de "risco alto" e cinco como de "risco muito alto".
- As maiores vulnerabilidades estão relacionadas aos cursos d'água, com o Rio Itapecuruzinho afetando 2,7 mil pessoas e o Itapecuru Mirim (Centro) impactando mais de 1,9 mil, além de bairros específicos.
- A redução do número de áreas mapeadas (de 22 para 20) é enganosa; deve-se a mudanças metodológicas e obras pontuais, enquanto a densidade populacional nas áreas remanescentes aumentou drasticamente, elevando o risco.
- Jacobina ocupa a 10ª posição no ranking de municípios baianos com mais áreas de risco, em um cenário estadual com 95 cidades mapeadas e 250 mil pessoas vulneráveis.
- O estudo do SGB é um instrumento crucial para a Prefeitura de Jacobina captar recursos federais destinados a obras de contenção, saneamento e programas habitacionais para realocar famílias de áreas de risco.

O crescimento urbano desordenado e a geografia acidentada de Jacobina continuam a desafiar a segurança pública. De acordo com o Serviço Geológico do Brasil (SGB), o número de pessoas expostas a riscos geológicos aumentou 15% desde 2014. Atualmente, o município possui 20 áreas críticas, sendo 15 classificadas como de “risco alto” e cinco como “risco muito alto”.
Os pontos mais críticos
O estudo identifica que a maior vulnerabilidade está relacionada aos cursos d’água que cortam a cidade:
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- Rio Itapecuruzinho: Lidera o ranking com 2,7 mil pessoas em perigo.
- Itapecuru Mirim (Centro): Abriga mais de 1,9 mil moradores em áreas de risco.
Além das margens dos rios, o mapeamento confirmou riscos nos bairros: Bananeira, Leader, Grotinha, Alto do Santo Antônio, Serrinha, Peru, Cocho de Fora e Mundo Novo, além das margens do Rio Catuaba.
Contradição nos números
Curiosamente, o número de áreas mapeadas caiu de 22 (em 2014) para 20 (em 2026). No entanto, o SGB explica que isso não significa melhora total: a redução deve-se a mudanças metodológicas e obras pontuais, mas a densidade populacional dentro dessas áreas remanescentes aumentou drasticamente, o que explica o maior número de pessoas em perigo.
Jacobina no cenário estadual
A “Cidade do Ouro” ocupa a 10ª posição no ranking de municípios baianos com maior número de áreas de risco. O estado já possui 95 cidades mapeadas, somando 250 mil pessoas em situação de vulnerabilidade. No topo da lista baiana estão:
- Camaçari (34 áreas)
- Itabuna (32 áreas)
- Barra (30 áreas)
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O SGB reforça que este estudo é um instrumento vital para que a Prefeitura de Jacobina possa captar recursos federais destinados a obras de contenção de encostas, saneamento e programas habitacionais, visando retirar essas famílias do caminho dos desastres.
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