A madrugada deste sábado (6) foi marcada por momentos de extrema tensão e mobilização das forças de segurança na capital baiana. Um imóvel residencial de dois pavimentos desabou parcialmente no bairro de Pirajá, localizado na periferia de Salvador. O colapso estrutural resultou no soterramento de uma criança de nove anos de idade, que acabou ficando presa sob os escombros da edificação.
No momento exato do acidente, nove pessoas ocupavam o imóvel afetado, distribuídas entre quatro moradores no pavimento térreo e outros cinco cidadãos no andar superior. Graças à agilidade das equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, os agentes conseguiram executar as técnicas de salvamento e resgatar a criança com vida. Ela foi prontamente encaminhada por uma ambulância para uma unidade de saúde da rede pública regional.
Uma tragédia de proporções ainda maiores foi evitada devido à percepção dos moradores do pavimento térreo. Ao notarem estalos e danos visíveis na estrutura física da edificação, eles agiram rápido e conseguiram alertar e evacuar os demais ocupantes a tempo. No total, o impacto físico do desabamento atingiu quatro residências do entorno. Em uma das casas afetadas estava uma bebê recém-nascida que, felizmente, saiu ilesa e não sofreu ferimentos. Não houve registro de vítimas fatais na ocorrência.
Em nota oficial emitida à imprensa, a Defesa Civil de Salvador (Codesal) informou que foi formalmente acionada pelo Corpo de Bombeiros e deslocou imediatamente suas equipes de plantão para o local do desastre. Ao chegarem ao endereço, os engenheiros e técnicos do órgão municipal constataram que a estrutura principal do imóvel já havia colapsado por completo.
Como medida preventiva de segurança pública, a Codesal realizou o isolamento tático da área e efetuou a evacuação emergencial de alguns imóveis circunvizinhos, garantindo a integridade dos moradores e liberando espaço para o trânsito das equipes de resgate.
A Codesal esclareceu ainda em seu posicionamento que o banco de dados do órgão não registrava nenhuma ocorrência anterior de deslizamento ou solicitação de vistoria preventiva para o imóvel que desabou. Os órgãos técnicos competentes já iniciaram os levantamentos oficiais para apurar o que provocou o colapso estrutural da casa. As autoridades municipais devem divulgar novos boletins informativos à medida que os laudos periciais forem concluídos.




