O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, nesta quarta-feira (10), que o governo federal avalia uma nova estratégia para combater o mercado de aparelhos furtados no país. A proposta consiste no envio de mensagens diretas para usuários que estejam de posse de dispositivos com registro de roubo, orientando a entrega voluntária dos itens em agências dos Correios, evitando assim a necessidade de comparecimento a uma delegacia.
A declaração foi feita durante a abertura da 7ª Reunião Plenária do Conselho de Desenvolvimento Econômico Social Sustentável (CDESS), realizada no Palácio do Itamaraty, em Brasília. O objetivo central é utilizar a base de dados oficial para notificar os atuais detentores desses aparelhos sobre a irregularidade da posse.
Estratégia de recuperação e monitoramento
De acordo com o presidente, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) identificou a existência de aproximadamente 2,5 milhões de celulares roubados em território nacional. O governo detém o cadastro, o endereço e o número de identificação desses dispositivos, o que viabilizaria a notificação em massa dos usuários.
O plano prevê que, ao receber o alerta, o cidadão seja incentivado a devolver o equipamento. Lula enfatizou que a medida busca reduzir a circulação de itens ilícitos e alertou que a manutenção da posse de um aparelho roubado poderá acarretar consequências legais aos envolvidos.
Ferramentas atuais de segurança digital
Atualmente, o governo já disponibiliza o aplicativo Celular Seguro, que oferece uma camada adicional de proteção aos proprietários. A ferramenta permite o bloqueio imediato do aparelho, da linha telefônica e de contas bancárias vinculadas ao dispositivo em casos de furto, roubo ou extravio.
A nova iniciativa estudada pelo governo visa complementar as ações já existentes, focando não apenas no bloqueio, mas na recuperação física dos aparelhos. A integração entre a base de dados do ministério e a logística dos Correios surge como uma alternativa para facilitar o processo de devolução sem sobrecarregar o sistema policial.
Foco em políticas sociais e economia
Durante o evento, o presidente também abordou temas voltados à inclusão social e à gestão orçamentária. Lula defendeu que o crescimento econômico deve estar atrelado à melhoria das condições de vida da população mais pobre, priorizando investimentos em educação, saúde e na regularização de terras indígenas e quilombolas.
O chefe do Executivo aproveitou a ocasião para criticar a reação do mercado financeiro frente às metas fiscais estabelecidas pelo governo. Ele questionou a volatilidade do mercado diante de projeções de déficit, reforçando a importância de manter o compromisso com o orçamento público voltado ao desenvolvimento social.




