O mercado financeiro brasileiro encerrou o pregão desta quarta-feira (23) com forte volatilidade. O dólar comercial registrou valorização expressiva de 1,27%, cotado a R$ 5,169, impulsionado por um cenário de incertezas políticas internas e um ambiente econômico global desfavorável.
A moeda norte-americana chegou a atingir a marca de R$ 5,177 durante o período da tarde. O movimento reflete a busca dos investidores por ativos mais seguros diante da alta dos juros nos Estados Unidos e do aquecimento da atividade econômica naquele país, que superou as expectativas em setembro.
Além dos fatores externos, o radar dos investidores permanece atento ao desenrolar das eleições no Brasil. A combinação de ruídos políticos locais com a valorização do dólar frente a outras divisas globais — medida pelo índice DXY — pressionou a cotação da moeda durante toda a sessão.
Impacto no Ibovespa e mercados globais
A bolsa brasileira acompanhou o mau humor internacional, com o Ibovespa fechando em queda de 0,86%, aos 185.814 pontos. O volume financeiro movimentado no dia alcançou R$ 29,68 bilhões, evidenciando a cautela dos investidores.
Em Wall Street, o cenário foi similar. Os principais índices norte-americanos encerraram o dia no campo negativo, pressionados pelo rendimento dos títulos do Tesouro (Treasuries), que superaram a marca de 5% ao ano. Esse movimento encarece o crédito e reduz a atratividade de investimentos em mercados emergentes.
Alta do petróleo e tensões geopolíticas
Outro fator que pesou nas negociações foi a valorização do petróleo. O barril do tipo Brent subiu 2,84%, cotado a US$ 98,12, enquanto o WTI avançou 1,81%, para US$ 92,16. A alta é reflexo da estagnação nas negociações entre Estados Unidos e Irã, o que eleva o temor de desabastecimento e inflação global.
Apesar da forte alta no dia, é importante notar que, no acumulado de 2026, o dólar ainda apresenta uma desvalorização de 5,83% frente ao real. O mercado segue monitorando os próximos dados econômicos e os desdobramentos da corrida eleitoral brasileira como balizadores para os próximos pregões.
Para mais detalhes sobre as movimentações do mercado, acesse a Agência Brasil.





