O dólar comercial encerrou a sessão desta quinta-feira (28) com desvalorização, cotado a R$ 5,032. O movimento de queda, que representa um recuo de 0,57%, foi impulsionado por um cenário de maior otimismo no mercado internacional, refletindo a redução das tensões geopolíticas no Oriente Médio e a divulgação de indicadores econômicos favoráveis nos Estados Unidos.
dólar: cenário e impactos
Apesar da retração diária, a moeda norte-americana mantém um saldo positivo de 1,60% no acumulado de maio. No panorama anual de 2026, contudo, a divisa registra uma queda expressiva de 8,33%. O comportamento do câmbio no Brasil acompanhou a tendência global, onde o apetite por risco aumentou diante de sinais de estabilidade diplomática.
Geopolítica e inflação ditam o ritmo do câmbio
O recuo da moeda norte-americana foi sustentado por notícias de um entendimento preliminar entre os Estados Unidos e o Irã para a ampliação do cessar-fogo na região do Oriente Médio. Esse alívio nas tensões reduziu a busca global por ativos de proteção, favorecendo o desempenho do real frente a outras moedas de mercados emergentes.
Paralelamente, o mercado reagiu aos dados do índice PCE, principal métrica de inflação monitorada pelo Federal Reserve. O resultado, que veio ligeiramente abaixo das expectativas dos analistas, reforçou a percepção de que a inflação na economia estadunidense apresenta sinais de controle, o que tende a suavizar a pressão sobre as taxas de juros globais.
Desempenho do Ibovespa e pressão setorial
Diferente do mercado de câmbio, a bolsa brasileira não acompanhou o otimismo externo. O índice Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,39%, atingindo 175.063 pontos. O desempenho negativo foi fortemente influenciado pela volatilidade das ações da Petrobras, que recuaram mesmo após o anúncio de reajuste nos preços da gasolina.
Os papéis preferenciais da estatal registraram baixa de 0,72%, enquanto as ações ordinárias tiveram uma retração de 1,16%. O mercado acionário também demonstrou cautela quanto à trajetória da taxa Selic, mantendo-se atento aos indicadores de atividade econômica e aos desafios para o controle da inflação doméstica.
Volatilidade no mercado de petróleo
Os preços do petróleo mantiveram uma trajetória de oscilação ao longo do dia, reagindo aos desdobramentos diplomáticos. O barril do tipo Brent, referência internacional, fechou em alta de 0,49%, cotado a US$ 92,70. Já o barril WTI, produzido no Texas, encerrou o dia com valorização de 0,25%, atingindo US$ 88,90.
A expectativa de normalização do fluxo comercial pelo Estreito de Ormuz chegou a pressionar as cotações para baixo durante o pregão. Contudo, a persistência de incertezas sobre o conflito regional e novos relatos de instabilidade mantiveram os investidores em alerta, garantindo uma alta moderada nos contratos futuros ao final da jornada.




