A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) a confirmação de uma nova descoberta de petróleo na região da Margem Equatorial. O achado ocorreu no poço batizado como Morpho, localizado a 175 quilômetros da costa do Amapá, na Bacia da Foz do Amazonas. Esta é a segunda vez em poucos meses que a estatal identifica indícios de hidrocarbonetos na área, reforçando as expectativas sobre a nova fronteira exploratória brasileira.
A operação ocorre em águas ultraprofundas, onde a lâmina d’água atinge 2.886 metros. Segundo a companhia, a presença de óleo foi confirmada por meio de perfis elétricos, análise de amostras de fluidos e vestígios encontrados nas rochas durante a perfuração. O trabalho no local continua para avaliar a extensão e as características das formações geológicas identificadas.
O sucesso na perfuração é visto como um passo estratégico para a reposição das reservas nacionais de energia. Com o declínio natural esperado para os campos do pré-sal na próxima década, a estatal busca em novas regiões, como a Margem Equatorial, garantir o suprimento futuro de petróleo e gás para o país.
Potencial geológico da Bacia da Foz do Amazonas
A região tem despertado grande interesse do mercado global devido a descobertas geológicas similares na Guiana e no Suriname. Estudos da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) indicam que o volume total recuperável na bacia pode chegar a 10 bilhões de barris de óleo equivalente. A Petrobras ressalta que a área de exploração está a 540 quilômetros da foz do rio Amazonas, afastando preocupações sobre impactos diretos no ecossistema fluvial.
Licenciamento e histórico da exploração
O bloco FZA-M-59, onde as perfurações ocorrem, foi arrematado inicialmente pela britânica BP em 2013, sendo transferido para a Petrobras em 2021. A autorização para as atividades de perfuração foi concedida pelo Ibama em outubro de 2025, após um longo processo de licenciamento que envolveu debates entre o setor energético e grupos ambientalistas.
A estatal mantém o compromisso de operar com padrões de segurança rigorosos. Enquanto a primeira descoberta, realizada em agosto, já teve sua qualidade atestada como positiva, o material coletado no poço Morpho passará por testes laboratoriais detalhados para confirmar o potencial comercial do recurso.
Para mais informações técnicas sobre a operação, consulte o portal Agência Brasil.





